Educação em solos e Agroecologia na pedagogia da alternância: metodologias participativas como ferramenta de emancipação.
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O presente artigo apresenta uma experiência desenvolvida no Colégio Municipal CEFFA Flores, localizado em Nova Friburgo (RJ), que articula a Pedagogia da Alternância, voltada para filhos de agricultores familiares, à Educação em Solos e Agroecologia por meio de metodologias participativas. A pesquisa participante foi conduzida pela docente da disciplina Técnicas Agrícolas com estudantes do Ensino Fundamental II (7° e 8° anos), envolvendo atividades teóricas e práticas sobre biologia do solo. Foram realizadas análises comparativas entre duas áreas com manejos distintos (agroecológico e convencional), utilizando armadilhas do tipo pitfalle indicadores participativos de qualidade do solo. Os resultados demonstraram maior diversidade e abundância de organismos edáficos na área de manejo agroecológico, indicando maior qualidade e sustentabilidade do solo. A elaboração coletiva pelos estudantes de uma cartilha sobre a fauna do solo potencializou o protagonismo estudantil, reforçando a importância de práticas pedagógicas integradas com a educação ambiental e o ensino de solos. Concluiu-se que o uso de metodologias participativas pode contribuir para uma formação crítica, emancipadora e comprometida com a saúde do solo.
Palabras clave
Formacao, Investigação, Ensino
