Aprendizados após dez anos de vazio sanitário para o feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris) em Goiás.
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Em 2014 foi estabelecido o vazio sanitário para o feijoeiro comum no Distrito Federal, municípios da região Noroeste de Minas Gerais e em Goiás, com o objetivo de reduzir a incidência dos vírus transmitidos pela mosca-branca (Bemisia tabaci). Em Goiás, os municípios foram separados em duas regiões, os do Sul e os do Centro/Norte. Após dez anos da implantação, a maioria dos produtores da região Centro/Norte avaliaram que a medida foi benéfica reduzindo significativamente os prejuízos ao feijão. Entretanto, os produtores da região Sul não estavam satisfeitos com a medida e muitos não respeitavam o período de vazio sanitário pois, mesmo antes da sua implantação, não tinham prejuízos ocasionados pela mosca-branca e as viroses. Diante disso, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) sugeriu uma nova divisão dos municípios com vazio sanitário para o feijoeiro, de acordo com a área plantada com a cultura nos últimos cinco anos. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) acatou a sugestão e, desde então, o vazio sanitário foi mantido apenas nos municípios com histórico de plantio nas três safras, seus limítrofes e nos municípios que fazem divisa com o Distrito Federal e região Noroeste de Minas Gerais (Portaria Federal n° 1.107, de 08 de maio de 2024). Para determinar se a nova divisão terá êxito, uma pesquisa foi iniciada com o monitoramento da mosca-branca e viroses associadas ao feijoeiro em Goiás. Este estudo demonstrará se há necessidade de adequações no vazio sanitário de acordo com a ocorrência da praga e viroses.
Palabras clave
Goiás, Vazio sanitário, Fitossanidade, Defesa agropecuária, Controle legislativo de pragas, Feijão, Phaseolus Vulgaris, Praga de Planta, Vírus, Mosca Branca, Bemisia Tabaci, Bean golden mosaic virus, Cowpea mild mottle virus
