Avaliação da digestibilidade e consumo de matéria orgânica e proteína bruta de dietas à base de cana-de-açúcar tratada com óxido de cálcio em diferentes tempos de hidrólise, na alimentação de novilhas mestiças Holandês x Zebu.

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A cana-de-açúcar é um dos volumosos mais utilizados pelos pecuaristas, principalmente devido à grande produção de matéria seca (MS) e elevada concentração energética. Porém, apresenta algumas limitações nutricionais como baixo teor de minerais, principalmente fósforo (P) e enxofre (S), baixa concentração de proteína, e elevado teor de fibra, sendo esta de reduzida digestibilidade. O tratamento químico com álcalis como o óxido de cálcio (CaO) constitui-se potencial alternativa para incrementar a digestibilidade da fração fibrosa. O experimento foi realizado com novilhas mestiças Holandês x Zebu, com pesos vivos médios de 243 kg, confinadas em sistema tipo “Tie-stall”. Objetivou- se estudar o efeito de diferentes tempos de exposição (0, 24, 48 e 72h) da cana-de-açúcar ao óxido de cálcio (CaO) na proporção de 1% da matéria natural (MN) adicionada da mistura de uréia e sulfato de amônio, na relação (9:1), no momento do fornecimento. Foram avaliados o consumo e a digestibilidade aparente da matéria orgânica e proteína bruta. Para análises estatísticas, foi utilizado o delineamento em blocos ao acaso e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey (P<0,05). O tempo de exposição da cana-de-açúcar ao óxido de cálcio não causou alterações no consumo e na digestibilidade da MO. Entretanto, reduziu a digestibilidade e o consumo de proteína bruta, após 24 e 48 horas de hidrólise, respectivamente.

Palabras clave

Carboidratos, Saccharum oficinarum, Conservação, Proteína

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