Seleção de genótipos de Manihot tolerantes ao déficit hídrico.

dc.contributorCAMILA BARBOSA DOS SANTOS, UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO.
dc.creatorSANTOS, C. B. dos
dc.date2026-05-19T14:48:41Z
dc.date2026-05-19T14:48:41Z
dc.date2026-05-19
dc.date2026
dc.date.accessioned2026-07-07T06:02:02Z
dc.descriptionA restrição hídrica pode reduzir tanto a oferta, quanto a qualidade das plantas forrageiras, com impactos diretos sobre o desempenho animal. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo selecionar genótipos de Manihot com maior tolerância ao déficit hídrico, visando ampliar a oferta de forragens e contribuir para a sustentabilidade dos sistemas de produção animal diante dos cenários atuais e de mudança climática. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado, com arranjo fatorial 4 x 5 (quatro níveis de disponibilidade hídrica: 25, 50, 75 e 100% e cinco genótipos de Manihot: A:24, A:79, A:102, A:EL e A:GO), com quatro repetições, totalizando 80 plantas. Após 203 dias, foram avaliados parâmetros biométricos e produtivos. Os dados foram analisados por Análise de Componentes Principais (PCA) e Análise de Variância (ANOVA). A PCA mostrou que a massa fresca e seca das folhas foram variáveis-chave para distinguir o desempenho dos genótipos, explicando 81.3% da variação total nos dois primeiros componentes. A menor disponibilidade hídrica (25%) reduziu significativamente a massa seca das folhas e das plantas. Os genótipos A:24 e A:GO apresentaram maior massa fresca do caule em níveis hídricos de 97.59 e 83.74%, respectivamente. A maior massa seca das folhas foi dos genótipos A:24, A:102, A:EL e A:GO, com 72 e 92% de disponibilidade hídrica. Os genótipos A:24, A:102 e A:GO apresentaram maior produção total de massa seca em disponibilidade hídrica de 80-90%. Conclui-se que os genótipos A:24 Pornunça (Manihot sp.) e A:GO Mandioca (Manihot esculenta Crantz) destacaram-se por sua tolerância ao déficit hídrico, apresentando bom crescimento e produção satisfatórios, mesmo sob restrição de água. Na prática, esses resultados indicam o potencial desses materiais para compor sistemas forrageiros mais resilientes, contribuindo para maior estabilidade na oferta de alimento animal em períodos de estiagem. Ademais, os genótipos avaliados integram o processo de seleção do programa de melhoramento de forrageiras nativas, reforçando a importância da identificação de materiais adaptados às condições de estresse hídrico como estratégia para fortalecer a sustentabilidade da produção pecuária em regiões vulneráveis às mudanças climáticas.
dc.descriptionDissertação ( Mestrado em Ciência e Tecnologia Ambiental) - Universidade de Pernambuco Campus de Petrolina, Petrolina. Orientada por Francislene Angelotti, Embrapa Semiárido.
dc.format49 f.
dc.identifier2026.
dc.identifierhttp://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1186942
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/123456789/504831
dc.languagepor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPornunça
dc.subjectSustentabilidade
dc.subjectManiçoba
dc.subjectForragem
dc.subjectMudança Climática
dc.subjectIrrigação
dc.subjectCassava
dc.subjectClimate change
dc.titleSeleção de genótipos de Manihot tolerantes ao déficit hídrico.
dc.typeTeses

Archivos