Extração combinada do óleo de macaúba: tecnologia enzimática e prensagem hidraúlica.

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A polpa da macaúba (Acrocomia aculeata) é rica em ácidos graxos, vitaminas e carotenóides. É considerada uma matéria prima promissora para a obtenção de óleos vegetais dado sua elevada produtividade e seu alto teor de óleo na polpa (50 a 70%), na castanha (40 a 50%) e na casca (6 a 11%), em base seca. Os principais ácidos graxos, encontrados no óleo da polpa, são oléico (cerca de 55%) e palmítico (cerca de 18%). O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do pré-tratamento pós-colheita e do processamento no rendimento e qualidade do óleo de macaúba. Os frutos apresentaram, em média, 36% de polpa, 25% de casca e 39% de amêndoa. O teor de umidade na polpa homogeneizada foi cerca de 60%. O tratamento enzimático aumentou em até 40% o rendimento de extração enquanto o aumento da pressão de 5000 para 10000 psi promoveu um acréscimo no rendimento de até 60%. O teor de ácidos graxos livres no óleo, obtido a partir da polpa seca com fluxo de ar a 60oC, foi superior (2,45 a 4,47 mg KOH/g) aos valores obtidos no óleo extraído a partir da polpa seca em microondas (0,86 a 1,54 mg KOH/g) indicando que ocorre maior liberação de ácidos graxos da cadeia dos triglicerídeos quando a amostra é submetida ao calor por um período longo (cerca de 24 horas). Pode-se concluir que a secagem em microondas preservou melhor a qualidade do óleo da polpa de macaúba que o processo convencional de secagem.

Palabras clave

Pectinase, Óleo, Macaúba, Prensagem, Hidráulica

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