Ação da plasmina sobre as caseínas equinas.

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A criação de éguas leiteiras tem apresentado grande interesse em alguns países da Europa em decorrência da possível utilização deste leite como cosméticos, medicamentos e alimentos dietéticos. Um conhecimento mais substancial das propriedades bioquímicas do leite eqüino promoverá uma valorização dos constituintes deste leite e principalmente de suas proteínas. O objetivo deste estudo foi investigar a ação da plasmina sobre as caseínas eqüinas, durante a estocagem destas últimas em solução, e identificar os possíveis produtos de degradação obtidos pela ação da plasmina sobre a b caseína do leite de égua. Realizou-se uma hidrólise do caseinato pela plasmina (0,23 unidades de plasmina por mL de solução de caseinato a 10mg.mL-1) a 37°C e pH 8,0 durante diferentes tempos. A caseína b eqüina e, em menor grau a as1 e a k , são bons substratos para ação da plasmina. A b caseína equina é facilmente hidrolisada pela plasmina apresentando um local de preferencia de ação enzimática na posição Lys47-Ile48,produzindo caseína do tipo g de 22 kDa, similar a g caseína bovina. Estas caseínas do tipo g são degradadas pela solução de plasmina posteriormente a sua formação. A presença de peptídeos proteoses-peptonas de 20 kDa associados ao caseinato de sódio, parece ser ocasionado pela atividade da plasmina endógena existente no leite equino. No entanto, a sua formação não é evidente quando a região amino-terminal da caseína b é hidrolisada pela plasmina. A plasmina endógena parece estar fortemente associada à micela de caseína no leite eqüino, uma vez que uma atividade residual é encontrada na solução de caseinato de sódio quando incubado a 37ºC a pH 8,0, durante 24 h ou quando o caseinato de sódio é estocado a 7ºC por um período de 2 anos.

Palabras clave

Leite de égua, Caseína, Mare milk, Casein

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