Reação de forrageiras de verão a Helicotylenchus dihystera.
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A soja (Glycine max) destaca-se como uma das culturas agrícolas de maior relevância global. Em 2024, a produção mundial alcançou cerca de 395,91 milhões de toneladas em uma área de 138,52 milhões de hectares (USDA, 2024). O Brasil, especificamente, lidera essa produção, com 37,2% do total mundial, com cerca de 147,35 milhões de toneladas em 45,98 milhões de hectares e uma produtividade média de 3.205 kg/ha (CONAB, 2024). No contexto nacional, o Rio Grande do Sul ocupa a segunda posição em volume produzido. Entretanto, o estado apresenta uma das menores produtividades médias entre os principais produtores, com 2.985 kg/ha, devido a desafios como secas recorrentes, conforme apontado pela CONAB (2024). Dentre os desafios, os fitonematoides se destacam como responsáveis por perdas significativas nas culturas em geral, com estimativas de US$ 157 bilhões por ano (AFZAL; MUKHTAR, 2024). No Brasil, os fitonematoides causam prejuízos de aproximadamente de R$ 16,2 bilhões à cultura da soja, segundo MACHADO (2015). No Brasil, os grupos de maior relevância econômica são espécies de Meloidogyne, Heterodera glycines, Pratylenchus brachyurus e Rotylenchulus reniformis (DIAS et al. 2010). O fitonematoide Helicotylenchus dihystera, nos últimos anos, tornou-se preocupação emergente devido às densidades populacionais e distribuição, conforme observado por MENDES (2020) e MACHADO (2019). Diante desse cenário, estratégias de manejo tornam-se essenciais para reduzir os danos e o uso de forrageiras de verão surge como alternativa promissora. Dessa forma, objetivou-se neste estudo aferir, sob condições de casa de vegetação, a reação (resistência/suscetibilidade) de cultivares forrageiras de verão a H. dihystera.
Palabras clave
Fitonematóide, Planta Forrageira
