Hipertermia em novilhas leiteiras no verão e efeitos atenuantes do sistema integrado pecuária-floresta em diferentes estádios de crescimento.
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O uso de sistemas integrados pecuária-floresta (IPF) pode aumentar o conforto térmico de bovinos, especialmente no verão. Entretanto, poucas informações estão disponíveis a respeito do estádio de crescimento das árvores no sombreamento e na temperatura dos animais. O objetivo deste estudo foi verificar os efeitos do IPF na atenuação da hipertermia de novilhas Girolando 3/4, acompanhando o resultado por três verões subsequentes conforme o crescimento das árvores (24, 36 e 48 meses após a implantação do sistema), em comparação com pasto em pleno sol (PS). No primeiro ano analisado (2º ano de crescimento do sistema), as árvores apresentavam ocupação florestal (AB por ha) de 1.39 m²/ha (início do verão) a 2.14 m²/ha (final do verão), e nos oito dias analisados (ITU 74.98±4.50) não houve redução (p igual 0.47) da hipertermia dos animais no IPF. No 3º ano de crescimento, a ocupação florestal foi de 3.14 m²/ha (início do verão) a 4.18 m²/ha (final do verão), e nos 11 dias analisados (ITU 74.98±4.90) os efeitos atenuantes (p igual 0.06) da hipertermia foram estatisticamente significativos a nível de significância de 10%, no IPF. No 4º ano de crescimento, a ocupação florestal foi de 5.33 m²/ha (início do verão) a 6.60 m²/ha (final do verão), e nos 12 dias coletados (ITU 75.74±5.08) não houve efeito do IPF na temperatura vaginal dos animais (PS: 7.16±1.90, IPF: 9.55±2.27, p igual 0.46). Somado a outros dados, esse resultado pode contribuir para recomendações práticas de desbaste dos sistemas integrados.
Palabras clave
Sistema integrado, Estresse térmico, Temperatura vaginal, Bovino, Girolando
