Estudo comparativo da taxa de prenhes e prolificidade entre as raças White Dorper, Santa Inês e Texel.
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A avaliação da taxa de prenhez em ovelhas é fundamental para a condução de um manejo reprodutivo eficiente, sustentável e economicamente viável nos sistemas de produção ovina. A taxa de parição também é importante porque reflete a porcentagem de fêmeas que efetivamente dão à luz após um período de reprodução. A prolificidade influencia diretamente a taxa de prenhez e a produtividade do rebanho. Embora traga ganhos econômicos, exige maior cuidado nutricional e demanda maior atenção no manejo dos animais. A taxa de parição é calculada dividindo o número de animais que pariram pelo número total de animais prenhes. O objetivo deste trabalho foi avaliar a taxa de parição e a prolificidade de ovelhas das raças White Dorper, Santa Inês e Texel, submetidas a três estações de monta natural de 60 dias nos meses de março e abril, durante os anos de 2022, 2023 e 2024. Os dados foram obtidos por meio do monitoramento de 180 fêmeas ovinas por ano, distribuídas igualmente entre as raças White Dorper, Santa Inês e Texel, com 60 matrizes de cada raça. As taxas de parições observadas englobaram os partos normais, distócicos e por meio de cesariana. Os dados foram avaliados pelo software SAS (Statistical Analytics System) que forneceu as médias de porcentagem de parição das três raças nos três anos. As médias apresentaram diferenças significativas nas taxas de parição entre diferentes raças ovinas e ano. No ano de 2022, a taxa média de parição foi de 62,3% para a raça White Dorper, 66,7% para a Santa Inês e 88,1% para a Texel. Em 2023, observou-se um aumento nos índices, com médias de 69,0%, 70,5% e 91,9%, respectivamente, e significativamente (P<0,05) maior para raça Texel. Já em 2024, as médias observadas foram de 77,8%, 83,3% e 70,2%, respectivamente, e não diferiram significativamente entre si. Considerando o período de três anos, a taxa de parição entre as raças White Dorper (69,8%) e Santa Inês (73,8%) não diferiram entre si, sendo a da raça Texel (83,0%) significativamente (P<0,05) superior às demais. A porcentagem de partos simples e múltiplos (foram considerados os partos gemelares e triplos) foram respectivamente 66,5% e 36,5% para o White Dorper, 51,7% e 48,3% para Santa Inês e 70,2% e 29,8% para Texel, demonstrando que a raça nativa Santa Inês teve maior prolificidade que as demais raças. Verificouse que a raça Texel apresentou a maior taxa de prenhez entre as raças avaliadas, evidenciando seu potencial reprodutivo e sua aptidão para sistemas produtivos de carne ovina mais eficientes.
Financiamento: FAPESP (2024/19696-0, 2021/02535-5 e 2022/07720-8) e CNPq | PIBIC (163074/2024-0).
Financiamento: FAPESP (2024/19696-0, 2021/02535-5 e 2022/07720-8) e CNPq | PIBIC (163074/2024-0).
Palabras clave
Taxa de prenhez, Taxa, Raça, Ovino, Ovinocultura
