Trocas gasosas de CH4 e N2O entre solo e atmosfera em diferentes tipos de cobertura nos municípios de Belterra e Santarém, Pará.

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A mudança de uso e manejo do solo vem ocorrendo de forma dinâmica e com elevada intensidade, sobretudo na região Amazônica. Este trabalho objetivou quantificar as trocas gasosas de metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) entre solo e atmosfera em diferentes tipos de cobertura, e examinar as variáveis ambientais reguladoras das trocas gasosas nas áreas amostradas. Essas medidas foram realizadas através de câmaras instaladas no campo, e posteriormente analisadas por cromatografia gasosa. Não houve diferença significativa no fluxo de CH4 mediante os efeitos da mudança no uso da terra em campos agrícolas de soja (0,23 ± 0,08 mg-C/m2/h), pastagens (0,31 ± 0,18 mg-C/m2/h) e capoeira (0,42 ± 0,17 mg-C/m2/h) no entorno da BR-163 e PA-370. Houve diferença estatística entre o fluxo de N2O relacionado ao tipo de cobertura do solo, onde o a capoeira (19,57 ± 0,76 mg-N/m2/h) foi menor que o da pastagem (36,81 ± 1,84 mg-N/m2/h) e agricultura (40,08 ± 1,30 mg-N/m2/h). Ocorreu diferença entre os fluxos de CH4 encontrados na soja em sistema de plantio direto (0,29 ± 0,11 mg-C/m2/h) em relação ao sistema convencional (0,11 ± 0,07 mg-C/m2/h); também encontrou-se diferença no fluxo de N2O do plantio direto (40,7 ± 10,7 mg-N/m2/h) que foi maior que o convencional (38,8 ± 10,7 mg-N/m2/h). Frente às mudanças no uso da terra, é necessário intervir visando reduzir as emissões desses gases ou aumentar seus sumidouros.

Palabras clave

Geotecnologias, Capacidade de uso dos solos, Restrição de uso do solo, Aptidão pedológica

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