Temperatura retal e frequência respiratória de bezerros mestiços em ambiente controlado.

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Sinais de estresse calórico como aumento da temperatura retal, respiração ofegante, sudorese excessiva etc., podem ocorrer, em ambientes com alta temperatura e umidade. A capacidade do animal de resistir aos rigores do estresse calórico tem sido avaliada fisiologicamente por alterações na temperatura retal e na freqüência respiratória. Foram avaliados, até o momento, 120 animais mestiços F2, machos e fêmeas, com uma repetição, em um período de dois anos, totalizando 240 medidas. Os animais foram alocados na câmara, a uma temperatura ambiente (TA) de 22°C e 60% de umidade relativa (UR), na tarde anterior ao dia da coleta de dados. Na manhã seguinte (6:00), foi obtida a temperatura retal (TRI) e a freqüência respiratória (FRI). As 8:00hs foi acionado o mecanismo para aumentar a TA até atingir e estabilizar em 42°C e 60% UR. Após um período de 6 hs, nesta temperatura, foram realizadas as leituras da temperatura retal (TRF) e freqüência respiratória (FRF). A TRI manteve-se dentro da faixa de 37,2 e 39,4°C considerada por Stober (1993) como normal para bezerros. Com o aumento de 20°C na temperatura ambiente houve uma elevação da temperatura retal dos animais de 39,1 a 43,5°C o que resultou na diferença entre a TRI e TRF (DIF TR) de 0,4 a 5,4°C e na DIF FR de 6 a 160 movimentos por minuto. Em condições de temperatura e UR elevadas a TR e a FR ultrapassam 4°C e 100 movimentos por minuto, respectivamente, valores considerados normais destas variáveis em bovinos jovens.

Palabras clave

Estresse calórico, Conforto termico, Bovino, Gado Mestiço, Bem-Estar, Gado Leiteiro

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