Diferentes espécies de Cladosporium spp. são agentes etiológicos da queima dos racemos em macadâmia.

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A área de cultivo da macadâmia no Brasil é de aproximadamente 8.000 ha, distribuída entre estados das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. A cultura ainda enfrenta desafios fitossanitários que podem impactar negativamente a produtividade. Entre esses desafios, destaca-se a queima dos racemos, recentemente relatada no Brasil como causada por Cladosporium xanthochromaticum. Na Austrália, várias espécies de Cladosporium spp. estão associadas à doença. Este trabalho teve como objetivo determinar se outras espécies, além de C. xanthochromaticum, são patogênicas a racemos de macadâmia. Isolados de Cladosporium foram obtidos de racemos de macadâmia (CMAA 1932, Teixeira de Freitas - BA) e folhas (CMAA 1933, Dois Córregos - SP) com sintomas e/ou sinais do patógeno. A partir desses isolados, foram obtidas culturas monospóricas e testes de patogenicidade conduzidos em racemos da cultivar IAC 4-12B nos estágios de pré-antese e antese. Os racemos foram pulverizados com uma suspensão de esporos (105 conídios mL-1) e incubados a 25°C em BOD por três dias. Após esse período, avaliou-se a presença de sintomas e sinais do patógeno, cumprindo-se o postulado de Koch. Os isolados patogênicos foram caracterizados morfologicamente e molecularmente (ITS, TEF1α e ACT). A patogenicidade dos isolados foi confirmada, com incidência de 100% em ambos os estágios fenológicos dos racemos. Os isolados CMAA 1932 e CMAA 1933 foram filogeneticamente próximos a outras 2 espécies distintas de C. xanthochromaticum, indicando que, no Brasil, mais de uma espécie deste gênero é capaz de causar doença nos racemos de macadâmia. Estudos adicionais ainda são necessários para determinação acurada das espécies.

Palabras clave

Macadâmia Integrifólia, Mofo Verde, Etiologia

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