A América do Sul no contexto do setor lácteo mundial, análise de 2000 a 2008.
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O mercado de lácteos é significativo em todas as regiões do planeta, e na América do Sul a situação não é diferente. A América do Sul compreende países que se destacam no setor, ao mesmo tempo em que contribui com 10,2% da oferta de leite de vaca mundial. Dos maiores produtores do território, Brasil e Argentina são os países que possuem as maiores produções nos anos analisados, correspondendo a 64,7% de todo o leite produzido na região em 2008. Com relação à produtividade, nota-se que a grande maioria dos países estão muito aquém dos valores mostrados pelos grandes players mundiais de lácteos, com apenas Argentina e Chile acima do nível de 3 toneladas de leite por vaca. Ao considerar os custos de produção, verifica-se que os menores são registrados pela Argentina, apesar do país ter elevado sua produção em apenas 0,46% ao ano em média (deve-se levar em conta a crise financeira e a instabilidade política atravessada pelo país no início do século XXI) ao passo que Brasil e Peru cresceram a uma taxa média anual bem mais elevada, apesar de terem custos relativamente maiores. Com respeito à balança comercial, os países em geral mantiveram suas características de importadores, como Venezuela e Equador, ou exportador, como Argentina e Uruguai. O Brasil se destoa deste panorama, já que vinha registrando déficits na balança comercial de lácteos até 2003, passando a ser superavitário nos anos posteriores. Com isso, conclui-se que as perspectivas para os países da América do sul referentes ao mercado de lácteos são favoráveis, mas para isso é necessário que os países invistam no aumento da produtividade por melhorias técnicas, genéticas, econômicas entre outros, além de obterem maior participação no comércio internacional de leite e derivados.
Palabras clave
Produção de lácteos, Produtividade, Produção Leiteira, Exportação
