Estoque de carbono do solo em uma cronossequência de cultivos sob sistema plantio direto no sudeste paraense.

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O manejo de solo sob sistema de cultivo convencional (SC), com revolvimento da camada superficial do solo, pode interferir na dinâmica da matéria orgânica e estoque de carbono do solo. Este trabalho tem por objetivo avaliar o estoque de carbono em um Latossolo Amarelo distrófico em cronossequência de cultivos sob sistema de plantio direto no sudeste paraense. O trabalho foi conduzido no município de Paragominas, com tratamentos que consistiram dos seguintes sistemas de manejo: cultivos de soja e milho sob sistema plantio direto (SPD) com 04, 06, 10 e 12 anos, SC e mata nativa (MN). Os sistemas de manejos foram avaliados por meio da coleta de amostras de solo nas profundidades de 0-5, 5-10 e 10-20 cm, para a determinação do carbono do solo. O estoque de carbono foi calculado multiplicando-se a concentração do carbono orgânico (CO) pela densidade do solo e pela espessura da camada. De acordo com os resultados, os menores valores de densidade do solo foram encontrados no SC. Nos tratamentos com o SPD houve aumento da densidade do solo, com o tempo de adoção. Em geral os valores de CO e de estoque de carbono se mostraram superiores no período chuvoso. Independentemente da variação sazonal, os diferentes tempos de adoção do SPD mostraram-se mais eficientes em acumular carbono, do que o SC. Concluise que o SPD, possui alto potencial para acumular carbono no solo, em relação o SC de cultivo.

Palabras clave

Estoque de carbono, Qualidade do solo, Solo, Manejo do Solo, Plantio Direto, Matéria Orgânica

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