Plantios florestais e sistemas agroflorestais: alternativas para o aumento de emprego e renda na propriedade rural.

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Este trabalho tem por objetivo apresentar indicadores de emprego e a renda em plantios florestais e sistemas agroflorestais na propriedade rural. As informações básicas foram obtidas através de levantamentos realizados junto a produtores rurais dos Estados do Paraná Santa Catarina e Rio Grande do Sul que plantaram erva-mate, eucaliptos, pinus e feijão e milho nas entre linhas dos plantios florestais. O espaçamento usado para a erva-mate, eucalipto e pínus foi de 3 m x 2 m resultando em 1.667 plantas/ha e com o plantio do feijão e milho no primeiro e segundo anos. Para o sistema agroflorestal erva-mate usou-se o espaçamento de 5 m x 2 com 1.000 plantas/ha permitindo, assim, o plantio do feijão e do milho ao longo do ciclo analisado que é de 21 anos. A rentabilidade econômica foi medida através da Taxa Interna de Retorno (TIR) e do Valor Presente Líquido (VPL), critérios tradicionais para esse tipo de análise. Adicionalmente utilizou-se o Valor Presente Líquido Anual (VPLA), para poder comparar e visualizar a rentabilidade das alternativas que possuem diferentes prazos de produção. Para o cálculo do VPL e do VPLA, usou-se a taxa de desconto de 6% ao ano. O ciclo dos plantios florestais foi de 21 anos. Os resultados indicam que em todas as atividades analisadas os sistemas agroflorestais demandam mais mão-de-obra e apresentam maior rentabilidade. As principais conclusões são de que a racionalização do uso das terras através da implantação florestal e sistemas agroflorestais aumenta o emprego e a renda na propriedade rural e que estes sistemas, além da produção simultânea de alimentos, madeira e/ou utilidades múltiplas possibilitam a formação da poupança verde nas propriedades rurais.

Palabras clave

Produção familiar Atividade agroflorestal, Emprego, Renda

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