The Burden of Road Traffic Injuries in Brazil: Evidence for Policy
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Washington, DC: World Bank
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Descripción
In 2023, Brazil recorded more than 34,000 fatalities due to road traffic injuries (RTIs). Most of the victims were traveling by motorcycle. This assessment of the burden of RTIs, disabilities, and deaths consists of: (1) a road safety analysis using available official data in Brazil; (2) a computation of globally recognized metrics for assessing the burden of disease, including years of life lost (YLL), years lived with disability (YLD), and disability-adjusted life years (DALYs); (3) a comprehensive cost analysis of traffic crashes in Brazil to estimate expenses related to medical care, hospital stays, production losses, human and administrative costs, property damage, and other traffic-related costs; and (4) the collection and analysis of primary data on RTIs from hospital surveillance and the monitoring of crash victims after hospital discharge—as assessed one and three months after discharge.
Key findings from assessing the burden of RTIs in Brazil using global metrics found that, in 2021–22, RTIs and associated deaths resulted in 1.7 million YLL, 637,000 YLD, and 2.34 million DALYs in Brazil. Males accounted for the majority of the total DALYs at 83.7 percent. Motorcyclists contributed to 55.5 percent of total male DALYs, and 39.0 percent of DALYs among women. An estimate of the total costs of road traffic crashes in Brazil—factoring in medical expenses, hospital care, production losses, human costs, administrative expenses, property damage, and other costs—reveals that the total cost of traffic crashes in Brazil is an estimated US$61.3 billion per year, representing 3.8 percent of GDP. Intangible human costs represent 57 percent of the total cost, while production losses make up 17 percent of the total cost. Based on these and other findings from hospital surveys, the study recommends that Brazilian policymakers: (1) embrace road safety as a high political commitment; (2) shift road design culture and practice; (3) implement evidence-based policy from data-driven analysis; and (4) manage exposure through safer modal split.
Em 2023, o Brasil registrou mais de 34.000 mortes devido a lesões no trânsito. A maioria das vítimas eram usuários de motocicleta. A presente avaliação dos custos das lesões no trânsito, incapacidades e mortes consiste em: (1) uma análise da segurança viária usando dados oficiais disponíveis no Brasil; (2) o cálculo de métricas reconhecidas globalmente para avaliar a carga global de doença, incluindo anos de vida perdidos (YLL), anos vividos com incapacidade (YLD) e anos de vida ajustados por incapacidade (DALY); (3) uma análise abrangente dos custos dos sinistros de trânsito no Brasil para estimar os gastos relacionados ao atendimento médico, hospitalizações, perdas de produção, custos humanos, gastos administrativos, danos à propriedade e outros custos relacionados aos sinistros de trânsito; e (4) a coleta e análise de dados primários de lesões no trânsito a partir de pesquisas hospitalares e do monitoramento das vítimas após a saída do hospital. Os principais resultados da avaliação dos custos das lesões no trânsito no Brasil usando as métricas globais indicam que em 2021-22, as mortes devido a lesões no trânsito resultaram em 1,7 milhão de YLL, 637.000 YLD e 2,34 milhões de DALY no Brasil. Os homens contribuíram com a maioria do DALY total (83,7%). Os motociclistas contribuíram com 55% do DALY total entre os homens e 39,0% do DALY entre as mulheres. Uma estimativa do total dos custos dos sinistros de trânsito no Brasil – considerando despesas médicas, atendimento hospitalar, perdas de produção, custos humanos, gastos administrativos, danos à propriedade e outros custos – revela que o custo total estimado dos sinistros de trânsito foi US$ 61,3 bilhões por ano, representando 3,8% do PIB. Custos humanos intangíveis representam 57% do custo total, enquanto que as perdas de produção correspondem à 17% do custo total. Baseado nesses e em outros resultados da pesquisa hospitalar, o estudo recomenda que os formuladores de políticas públicas no Brasil: (1) adotem a segurança viária como um compromisso de alto nível; (2) mudem a cultura e a prática de projetos viários; (3) implementem políticas públicas baseadas em evidências a partir de análises fundamentadas em dados; e (4) gerenciem a exposição por meio de divisão modal mais segura.
Em 2023, o Brasil registrou mais de 34.000 mortes devido a lesões no trânsito. A maioria das vítimas eram usuários de motocicleta. A presente avaliação dos custos das lesões no trânsito, incapacidades e mortes consiste em: (1) uma análise da segurança viária usando dados oficiais disponíveis no Brasil; (2) o cálculo de métricas reconhecidas globalmente para avaliar a carga global de doença, incluindo anos de vida perdidos (YLL), anos vividos com incapacidade (YLD) e anos de vida ajustados por incapacidade (DALY); (3) uma análise abrangente dos custos dos sinistros de trânsito no Brasil para estimar os gastos relacionados ao atendimento médico, hospitalizações, perdas de produção, custos humanos, gastos administrativos, danos à propriedade e outros custos relacionados aos sinistros de trânsito; e (4) a coleta e análise de dados primários de lesões no trânsito a partir de pesquisas hospitalares e do monitoramento das vítimas após a saída do hospital. Os principais resultados da avaliação dos custos das lesões no trânsito no Brasil usando as métricas globais indicam que em 2021-22, as mortes devido a lesões no trânsito resultaram em 1,7 milhão de YLL, 637.000 YLD e 2,34 milhões de DALY no Brasil. Os homens contribuíram com a maioria do DALY total (83,7%). Os motociclistas contribuíram com 55% do DALY total entre os homens e 39,0% do DALY entre as mulheres. Uma estimativa do total dos custos dos sinistros de trânsito no Brasil – considerando despesas médicas, atendimento hospitalar, perdas de produção, custos humanos, gastos administrativos, danos à propriedade e outros custos – revela que o custo total estimado dos sinistros de trânsito foi US$ 61,3 bilhões por ano, representando 3,8% do PIB. Custos humanos intangíveis representam 57% do custo total, enquanto que as perdas de produção correspondem à 17% do custo total. Baseado nesses e em outros resultados da pesquisa hospitalar, o estudo recomenda que os formuladores de políticas públicas no Brasil: (1) adotem a segurança viária como um compromisso de alto nível; (2) mudem a cultura e a prática de projetos viários; (3) implementem políticas públicas baseadas em evidências a partir de análises fundamentadas em dados; e (4) gerenciem a exposição por meio de divisão modal mais segura.
Palabras clave
TRAFFIC CRASHES, ROAD TRAFFIC INJURY (RTI), TRAFFIC DEATHS, YEARS OF LIFE LOST (YLL), YEARS LIVED WITH DISABILITY (YLD), DISABILITY-ADJUSTED LIFE YEARS (DALYs), HEALTH BURDEN
