Alterações na ultra-estrutura do melão "gália" após a indução de injúrias mecânicas e armazenamento sob condições ambientais e refrigeradas.
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Objetivou-se avaliar as alterações ultra-estruturais decorrentes de injúrias mecânicas no melão 'Gália' durante o armazenamento. As injúrias foram induzidas no Laboratório de Físico-Química da Embrapa Agroindústria Tropical- Brasil, sendo: T,. testemunha; T 2 compressão de 12Kg por 5 min; T3, impacto de queda a uma altura de 50cm sobre uma superfície de borracha com 2,7 mm de espessura; T4 dois cortes paralelos, induzidos com lâmina de 6,5cm de comprimento e 1 mm de espessura; T5, frutos submetidos aos danos dos tratamentos T 2 no sentido apical, T 3 e T 4. Posteriormente, armazenou-se os melões sob condições ambientais (24 ± 2ºC, 72 ± 5%UR) e refrigerado (8 ± 2ºC, 85 ± 5%UR). No primeiro caso, as análises ultra-estruturais aconteceram aos O, 3, 6 e 8 dias. No segundo, aos 21 dias de refrigeração e após 3, 6 e 8 dias após a transferência dos melões para as condições ambientais. Amostras do pericarpo, epicarpo e mesocarpo das áreas lesionadas foram examinadas ao microscópio eletrónico de varredura Zeiss DSM 940 A. As injurias mecânicas promoveram alterações ultra-estruturais no melão em ambas condições de armazenamento. O corte foi caracterizado pela incisão no pericarpo e promoveu desorganização celular e dissecação das primeiras camadas de células do mesocarpo em volta da lesão durante o armazenamento em ambas as condições. As injurias por impacto e compressão proporcionaram rachaduras no epicarpo que facilitaram a soltura de cêra epicuticular. Internamente o mesocarpo hipodérmico foi mais resistente ao impacto e a compressão quando comparado ao mesocarpo parenquimático que teve células totalmente deformadas.
Palabras clave
Alterações, Melão gália, Injúrias mecânicas, Condições ambientais
