Riscos climáticos para a consorciação feijão e milho no Estado de Goiás.
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Os estudos de sistemas e arranjos para cultivos consorciados devem basear-se em observações de campo, respeitando as características regionais. Entende-se que o delineamento de áreas e períodos mais apropriados ao cultivo da consorciação feijão e milho é, também, uma linha de pesquisa importante para ser explorada. Utilizando-se o modelo de balanço hídrico SARRA (Sistema de Análise Regional dos Riscos Agroclimáticos) considerando-se precipitação pluvial, evapotranspiração potencial, coeficiente de cultura e fases fenológicas do consórcio, foram definidos os riscos climáticos que as plantas estarão expostas em função da relação ETr/ETm. Para a espacialização do risco climático foi utilizado o software SPRING 5.1.5. Baseado nos resultados obtidos nesse estudo pode-se concluir que, para o pior cenário, 30mm de água disponível no solo, a semeadura poderá ser realizada até 10 de fevereiro. Após esta data, as culturas estarão expostas a um alto risco climático. Para um solo com 50 mm de água disponível no solo, a semeadura desse sistema pode se estender até 20 de fevereiro. Entretanto, quanto mais precoce este procedimento for realizado maior será a probabilidade de sucesso.
Palabras clave
Feijão, Phaseolus vulgaris, Milho, Balanço hídrico, Época de semeadura, Simulação
