Alteração na estrutura diamétrica de uma floresta ombrófila mista no período entre 1979 e 2000

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Universidade Federal de Viçosa

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Com o objetivo de estudar as alterações na estrutura diamétrica ocorridas numa Floresta OmbrófilaMista localizada na Estação Experimental da Universidade Federal do Paraná (UFPR) (São João do Triunfo,PR), nove parcelas, totalizando nove hectares avaliados inicialmente em 1979, foram recuperadas e remedidasem 2000. Em 1979, todos os indivíduos arbóreos com DAP igual ou superior a 20 cm foram identificadose numerados e tiveram seus diâmetros medidos. Em 2000, usando os mesmos critérios de inclusão, os indivíduosque não haviam sido computados em 1979 foram considerados como ingressos e os não encontrados, comomortos. Em 1979, nos nove hectares estudados foram encontrados 2.133 indivíduos e 51 espécies; em 2000,2.202 indivíduos e 55 espécies. A floresta apresentou uma mortalidade de 513 indivíduos (24,05%) e um ingressode 591 outros (27,71%), o que representa um aumento líquido de 3,66% no número de indivíduos, no períodoanalisado. A distribuição diamétrica do conjunto de espécies apresentou a forma decrescente, do tipo J-invertido,nas duas avaliações, entretanto a freqüência de indivíduos nas classes diamétricas superiores (acima de 50 cm)aumentou significativamente em 2000. Matayba elaeagnoides e Ocotea porosa diferiram das demais espécies,sendo as únicas a não apresentar distribuição diamétrica na forma de J-invertido. Em 1979, Araucaria angustifoliatinha 11,66% de seus indivíduos localizados nas classes diamétricas acima dos 50 cm, e as folhosas apenas6,37%. Em 2000, 25,42% dos indivíduos de A. angustifolia estavam em classes acima dos 50 cm, enquanto8,99% das folhosas ocupavam a mesma posição. Entre as parcelas, houve variações, algumas aumentaramo número de indivíduos (1, 6, 7, 21 e 22) e outras diminuíram (10, 17, 18, 30). O estudo indicou tambémque a permanência da espécie na futura estrutura da floresta não é garantida pela grande quantidade de indivíduosnas classes de diâmetros menores, mas sim pela capacidade de competição que a espécie apresenta.

Palabras clave

Agrociencias

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