Dinâmica do estrato herbáceo de uma vegetação de caatinga do Sertão de Pernambuco sob intensidade de uso por caprinos.
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Uma pastagem nativa de caatinga foi submetida a várias intesidades de uso (IU) por caprinos (1981-84), para verificar o efeito delas na degradação da vegetação. A pesquisa envolveu três lU variando de 1 cabra/1 ha para 1 cabra/3 ha, além da exclusão (sem pastejo), ocupando sete áreas variando de 15 a 45 ha. Usando-se quadrados de 1 m2, avaliou-se o efeito das lU sobre o estrato herbáceo, e não se detectou influência sobre a frequência das espécies herbáceas e nem sobre a densidade das plantas novas (altura < 0,5 m) das espécies lenhosas, cuja média no período foi de 2,401 plantas/m2, excluindo as plantas novas da árvore "Tabebuia spongiosa" Rizzini. Entre as 31 espécies herbáceas avaliadas, as frequências de 29 delas foram influenciadas (P<0,05) pela precipitação. "Selaginella convoluta" Spring e "Herissantia crispa" (L.) Briz., com frequências médias de 49,9 e 24,7%, respectivamente, não foram influenciadas pela precipitação. A densidade das plantas novas das espécies lenhosas também foi influenciada (P<0,05) pela precipitação, sendo a densidade em 1984 (3,005 plantas/m2) superior às densidades de 1982 e 1983 (1 ,895 e 2,055 plantas/m2, respectivamente). Em conclusão, altas lU por caprinos durante três anos não foram suficientes para causar degradação do estrato herbáceo da Caatinga. Precipitação foi o fator mais importante.
Palabras clave
Degradação da vegetação, Influência da precipitação, Sobrepasto, Nordeste, Semi-Árido, Taxa de Lotação, Vegetação, Caprino, Caatinga
