Caracterização, quantificação e modelagem de danos provocados pela geada no período reprodutivo da canola.
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O objetivo deste trabalho foi quantificar os danos provocados por geadas no período reprodutivo da canola e desenvolver modelos para estima-los. Em 2016 e 2017 foram realizados dois experimentos em condições controladas e dois experimentos a campo. Os experimentos em ambiente controlado foram conduzidos em delineamento inteiramente casualizado e arranjo fatorial. As plantas com e sem aclimatação ao frio foram expostas à temperatura do ar de -6°C. Em ambiente externo, os experimentos foram conduzidos em delineamento experimental em blocos ao acaso, com parcela subdividida e arranjo fatorial. As avaliações e análises foram realizadas considerando delineamento amostral fatorial dentro dos blocos do experimento original. Foram realizadas avaliações biométricas antes e após as geadas em ambiente controlado e natural. Em ambiente natural avaliou-se a temperatura do ar (Tar) no dossel a 5, 40, 100 e 150 cm do solo e a temperatura de estruturas reprodutivas (Ter). Desenvolveram-se modelos para estimativa da temperatura mínima do ar próximo às estruturas reprodutivas (TnE), da temperatura mínima das estruturas reprodutivas (Tner) e da mortalidade de óvulos em estruturas reprodutivas, por regressão linear simples. A geada provocou a morte de 79% das plantas não aclimatadas e aumentou o abortamento de estruturas reprodutivas de 43 a 120%. A morte de óvulos em Flores (F) e Botões florais (B) iniciou com Tar de 2,4 e 1,9°C, respectivamente. A morte de todos óvulos ocorreria com Tar de -6,7 e -10,2°C em F e B, respectivamente. A Tar de -4,80°C provocou a morte de 70 a 90% dos óvulos em F e em síliquas com menos de 2 cm de comprimento (S<2). A equação que descreve a evolução da mortalidade de óvulos, em noite com geada, indicou que a morte de óvulos inicia com Tar de 0,81°C e a morte total ocorreria com Tar de -6,52°C. B, F e S<2 apresentaram abortamento 27% maior do que síliquas com mais de 2 cm de comprimento, porém, quando B, F e S<2 não abortaram apresentaram número de grãos 79% maior do que S>2. A menor Tn ocorreu no topo do dossel. O gradiente entre a menor e maior Tn no dossel foi de 1,64, 0,91, 1,22 e 0,75°C em geadas fortes, moderadas, fracas e dias frios, respectivamente. É possível estimar a Tner durante o ciclo da canola, em função de dados de estação meteorológica, com o modelo o Tner = 1,21(Tn Aut1) - 2,77 e em dias com Tn menor do que 5°C com o modelo Tner = 1,09(Tn Aut) - 3,06. Danos causados por geadas no período reprodutivo da canola podem ser quantificados a partir de Tn medida em estação meteorológica automática e/ou Tn medida em posição de referência dentro da lavoura.
Tese ( Doutorado em Agronomia) - Universidade Federal de Santa Maria, Pós-graduação em Agronomia. Santa Maria: UFSM, 2021. Orientador: Arno Bernardo Heldwein; Coorientador Genei Antonio Dalmago (CNPT)
Tese ( Doutorado em Agronomia) - Universidade Federal de Santa Maria, Pós-graduação em Agronomia. Santa Maria: UFSM, 2021. Orientador: Arno Bernardo Heldwein; Coorientador Genei Antonio Dalmago (CNPT)
Palabras clave
Temperatura do ar, Estruturas reprodutivas, Microclima no dossel, Reproductive structures, Microclimate in the canopy, Congelamento, Air temperature, Freezing
