REPRESENTAÇÕES SOCIAIS SOBRE O MUNDO RURAL ENTRE ESTUDANTES DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DO SUL DO BRASIL
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Universidad de los Andes
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Nas duas últimas décadas o debate sobre o futuro do mundo rural vem sendo influenciado por uma corrente sociológica que propõe uma ruptura em relação ao enfoque dicotômico, ou seja, a abordagem baseada na necessária oposição campo-cidade, ou entre o rural e o urbano como se fossem realidades socioespaciais descontínuas e necessariamente antagônicas. A ideia de uma nova ruralidade aponta em direção à necessidade de compreender os novos papéis atribuídos aos espaços rurais (ócio, entretenimento, reserva da biodiversidade, etc.), sem prejuízo da tradicional função de prover alimentos, fibras e matérias primas. Mas vale indagar: como esta realidade é capturada por jovens que anualmente ingressam nas faculdades de ciências agrárias? O objetivo do artigo é buscar respostas a tal questão, fazendo uso da teoria das representações sociais, com ênfase no aporte de Moscovici, e de uma investigação desenvolvida com 112 alunos de uma tradicional universidade brasileira. O estudo foi realizado com base em diversos instrumentos que incluem, especialmente, entrevistas com o uso de questionário estruturado (questões fechadas e abertas) e análise de conteúdo de narrativas e de palavras indicadas livremente pelos alunos como conceito de rural. A conclusão geral indica a existência de três grandes conjuntos de representações do rural. A primeira e mais importante é a que associa o rural com o mundo da produção e do trabalho (o rural agropecuário), enquanto a segunda o identifica com um mundo idealizado (rural idílico). A terceira acepção é definida como o rural ecológico- ambiental, entendido como espaço da biodiversidade e da preservação da vida natural.
Palabras clave
Agrociencias
