Avaliação da receptividade de estigmas de Manihot esculenta spp. flabellifolia.
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Estudos sobre a receptividade do estigma são importantes para subsidiar o melhoramento genético e possibilitar novos cruzamentos em uma espécie. O objetivo deste trabalho foi avaliar a receptividade do estigma de Manihot esculenta ssp flabelifollia. Foram utilizados estigmas do acessso Manihot esculenta spp. flabelifollia (FLA 029V-01) mantido no Banco de Germoplasma de Mandioca da Embrapa Mandioca e Fruticultura. Para avaliação da receptividade do estigma foram utilizadas flores pistiladas em três estádios distintos: 1 - pré-antese; 2 - antese; e 3 - 24 horas após antese. A avaliação da receptividade do estigma foi realizada por dois métodos distintos: teste em solução peróxido de hidrogênio 3% proposto por Zeisler (1938) e germinação in vivo de pólen pela reação fluocromática. No teste de receptividade de estigma utilizando a solução peróxido de hidrogênio 3% houve o borbulhamento na cavidade estigmática indicando a atividade da peroxidase em todos os 40 estigmas dos três estádios fisiológico da flor. Houve diferença significativa a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey no método de germinação in vivo. Sendo que a maior viabilidade dos grãos de pólen foi observada nos estigmas na antese (90,5%), enquanto que a menor foi observada na pré-antese (67,25%). Os estigmas após 24 horas da antese apresentaram alta receptividade com 70,75% de grãos de pólen com tubos polínicos desenvolvidos. A avaliação dos métodos utilizados neste trabalho mostrou que a receptividade do estigma de Manihot flabelifollia é elevada, perdurando por pelo menos 48 horas.
Palabras clave
Melhoramento genético, Mandioca, Polinização
