Avaliação agronômica e potencial enológico de cultivares de videira no Submédio do Vale São Francisco.
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O potencial vitivinícola no Submédio do Vale do São Francisco e a importância econômica da cultura da videira para a região estimulam a realização de pesquisas com foco de ampliar o número de cultivares viníferas por meio da avaliação componentes de produção e dos atributos para a boa qualidade das uvas produzidas. Os objetivos deste trabalho foram avaliar o potencial adaptativo por meio da fenologia, os componentes de produção e a qualidade pós-colheita dos frutos de seleções de melhoramento e cultivares de uvas viníferas com potencial enológico para cultivo no Submédio do Vale do São Francisco. O experimento foi conduzido no Campo Experimental de Bebedouro e as análises de qualidade das uvas procederam-se no Laboratório de Pós-colheita, ambos pertencentes a Embrapa Semiárido, em Petrolina, PE, no primeiro e segundo semestres de 2016. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com quatro repetições, sendo os tratamentos constituídos por dez cultivares para elaboração de vinhos finos e três seleções de melhoramento. Os parâmetros avaliados foram: ciclo fenológico; brotação de gemas; índice de fertilidade de gemas; número médio de cachos; massa média de cacho; massa média de ramos; produtividade e índice de Ravaz. Nas análises de qualidade pós-colheita foram avaliadas: massa média de bagas, volume de bagas, cor das bagas, teor de sólidos solúveis, acidez titulável, açúcares solúveis totais, flavonóis, antocianinas, polifenóis extraíveis totais e taninos. O ciclo feno lógico apresenta-se maior no segundo semestre do ano, predominando o ciclo superior a 121 dias para a maioria das videiras avaliadas. Além das castas' Syrah' e 'Chenin Blanc', já produzidas na região, a cultivar 'Tempranillo' expressou alto desempenho e equilíbrio produtivo em ambos os semestres do ano. Os demais genótipos avaliados, indicam a necessidade de ajustes no manejo para a obtenção de um maior nivelamento entre vigor vegetativo e produção em ambos os ciclos de cultivo. A maior estabilida e concentração de compostos fenólicos no segundo semester de 2016, demonstram a influência das variações climáticas intra-anuais observadas na região. As cultivares 'Syrah', 'Tempranillo', 'Malbec ', 'Merlot', 'Cabemet Sauvignon', 'Petit Verdot', 'Chenin Blanc', 'Chardonnay' e as seleções CNPUV 46 e CNPUV 47 expressaram boa qualidade e equilíbrio na maioria das características póscolheita e compostos fenólicos ideais para a produção de vinhos tintos, brancos e espumantes.
Tese (Doutorado em Melhoramento Genético de Plantas) - Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife. Orientado por Luiza Suely Semen Martins, UFRPE; co-orientado por Patrícia Coelho de Souza Leão, Embrapa Semiárido.
Tese (Doutorado em Melhoramento Genético de Plantas) - Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife. Orientado por Luiza Suely Semen Martins, UFRPE; co-orientado por Patrícia Coelho de Souza Leão, Embrapa Semiárido.
Palabras clave
Vale do São Francisco, Vitivinicultura tropical, Compostos fenólicos, Semiárido, Vinificação, Uva, Vitis Vinifera, Produtividade, Agronegócio, Vinho, Vitis, Grapes
