Influência do tempo de estocagem de lenha de bracatinga na produção de energia.

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Madeira de bracatinga (Mimosa scabrella Benth.) de povoamento com aproximadamente 8 anos de idade foi cortada em toretes de 1 m de comprimento. Pilhas com 3 m x 2 m x 1 m foram formadas e deixadas para secar durante 4 meses em duas condições: sem proteção (ar livre) e em barracão. Nas duas condições, por amostragem, determinou-se a perda d'água e o poder calorífico da madeira. Os resultados, similares nas duas condições de teste, indicaram acentuada perda de umidade e um ganho expressivo no poder calorífico durante o período de secagem. A umidade inicial média do material situava-se em torno de 110%, sendo reduzida para 43%, no caso de secagem ao ar livre e 36% para secagem em barracão. Com estas reduções no teor de umidade, detectou-se um acréscimo de aproximadamente 130% no poder calorífico em relação a situação original. Como resultado deste ganho, em termos de poder calorífico, a área de corte, no caso de lenha, pode ser significativamente reduzida, o que representa uma grande contribuição na preservação das florestas. Além disto, a secagem da lenha reduz os custos de corte e de transporte, já que menores volumes serão necessários para gerar a mesma quantidade de energia.

Palabras clave

Poder calorifico, Bracatinga, Lenha, Mimosa Scabrella, Secagem, Teor de Umidade

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