Suscetibilidade das raízes de pimenteira-do-reino in vitro às fitotoxinas de Fusarium solani f. sp. piperis.
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As cultivares de pimenteira-do-reino em uso no Brasil são suscetíveis a Fusarium solani f. sp. piperis, mas os diferentes graus de suscetibilidade ao patógeno ainda não são conhecidos. Objetivou-se demonstrar a suscetibilidade através das alterações no crescimento radicular da cultivar Bragantina e do híbrido intraespecífico (Apra x Guajarina) cultivadas in vitro com filtrado de cultura de F. solani f. sp. piperis. As plantas foram inoculadas em 15 mL de meio de cultura 1/2 MS com adição das doses de 0, 20, 30, 40 e 50% (v/v) do filtrado fúngico e mantidas durante 45 dias em sala de crescimento com fotoperíodo de 16 h, luminância de 3000 lux e temperatura de 25 ± 3º C. Foi avaliado o número, comprimento, massa fresca e seca das raízes. Para os dois genótipos de pimenteira-do-reino a fitotoxicidade do filtrado fúngico aumentou à medida que as doses do filtrado fúngico foi aumentado no meio de cultura, sendo mais acentuada na dose 50% (v/v), com menores valores para número, comprimento, massa fresca e seca das raízes para a Bragantina. Portanto, o filtrado de cultura provoca alterações no sistema radicular e pode ser utilizado como alternativa para indicar os níveis de suscetibilidade dos genótipos de pimenteira-do-reino.
Palabras clave
Suscetibilidade, Filtrado de cultura, Doença, Pimenta, Raiz
