Avaliação Econômica em Sistemas Pecuários de Ciclo Completo no Estado Rio Grande do Sul
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A pecuária de corte no estado do Rio Grande do Sul apresenta inúmeras dificuldades, tanto no
ponto de vista produtivo como econômico. Uma das ferramentas mais utilizadas para a
verificação da rentabilidade econômica das propriedades rurais é a análise de custos que
permite diagnosticar a condição financeira enfrentada pelas empresas rurais. Diversos fatores
influem na obtenção de receita ao longo do ano por parte dos pecuaristas, fazendo com que a
análise do fluxo de caixa dentro das propriedades se torne indispensável para a melhor
distribuição da rentabilidade. O objetivo do presente trabalho é confrontar a renda bruta e o
fluxo de caixa, em duas propriedades que desenvolvem a pecuária de corte de ciclo completo
no estado do Rio Grande do Sul, nos anos de 2003, 2004 e 2005 além de analisar a
composição percentual dos componentes de seus custos variáveis. As duas propriedades
apresentaram saldo positivo no final dos três anos pesquisados, com a fazenda 1 obtendo
margem bruta ha-1 de R$1,21, R$1,01 e R$ 4,05 e a fazenda 2 de R$4,58, R$6,44 e R$6,56
nos anos de 2003, 2004 e 2005 respectivamente. Ao observarmos o fluxo de caixa da fazenda
1, podemos visualizar que a propriedade trabalhou com saldo negativo durante 6 meses nos
três anos pesquisados. A fazenda 2 apresentou apenas 3 meses em cada ano de saldo negativo
no fluxo de caixa. A fazenda 1 concentrou seu custo, nos dois primeiros anos analisados, em
mão de obra, insumos veterinários, comissões e compra de touros. Durante o ano de 2005
obteve custo maior com o arrendamento e o pagamento de empréstimos adquiridos nos dois
anos anteriores. A Fazenda 2 apresenta seu custo distribuído principalmente na lavoura de
arroz, na parte pecuária os gastos com mão de obra e a nutrição representaram o maior
percentual. Os resultados mostram que sem modernização na pecuária, ou uma integração
com a agricultura, torna-se difícil remunerar todos os fatores de produção. O planejamento
permite uma melhor distribuição de obtenção de receitas reduzindo os meses de fluxo de
caixa negativo.
