Efeito de sistemas de gerenciamento nas emissões de gases de efeito estufa em uma cultura de grãos no município de Macapá-AP.
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A expansão da agricultura na região Amazônica levanta preocupações sobre sua contribuição para as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Este estudo avaliou os fluxos de dióxido de carbono (CO₂), óxido nitroso (N₂O) e metano (CH₄) no cultivo de soja sob sistemas de Plantio Convencional (PC) e Plantio Direto (PD) em um Latossolo Amarelo argiloso em Macapá-AP, Brasil. A amostragem de gases foi realizada utilizando câmaras estáticas e analisada por cromatografia gasosa. Os resultados indicaram que o PC apresentou maiores emissões médias de N₂O (0,18 ± 0,17 µg-N m⁻² h⁻¹) em comparação ao PD (0,007 ± 0,002), com um declínio temporal significativo pós-adubação. O PC exibiu uma captura líquida de CO₂ (-816 ± 852,9 mg-C m⁻² h⁻¹), enquanto o PD mostrou emissões líquidas (733,9 ± 1459,8 mg-C m⁻² h⁻¹), atribuídas à decomposição dos resíduos culturais. Ambos os sistemas atuaram como fracos sumidouros de CH₄, sem diferenças significativas entre eles. A temperatura do solo permaneceu estável (27,1 ± 1,5 °C) entre os tratamentos. Os resultados sugerem que a adoção de curto prazo (dois anos) do PD nesta região tropical ainda não conferiu vantagens significativas de mitigação para N₂O e CH₄ em comparação com o PC, destacando a importância da fase de adaptação do sistema. A alta variabilidade nos fluxos de CO₂ ressalta a complexa interação entre o manejo de resíduos e a respiração microbiana. Estudos de longo prazo são essenciais para avaliar com precisão o potencial de mitigação de GEE das práticas conservacionistas na fronteira agrícola amazônica.
Palabras clave
Solo, Manejo do Solo, Plantio Direto, Mudança Climática
