Caracterização de acessos de Panicum maximum quanto à resistência a Bipolaris maydis

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RESUMO - Dentre os capins mais utilizados na composição dos pastos no Brasil, destaca-se Panicum maximum, por apresentar alta produtividade, qualidade e adaptação a diferentes condições edafoclimáticas. Nos últimos anos, o programa de melhoramento de P. maximum, liderado pela Embrapa Gado de Corte, incluiu avaliações para identificação de fontes de resistência dessa forrageira ao patógeno Bipolaris maydis, causador da mancha foliar, e estudos moleculares sobre esse patossistema. O objetivo do presente trabalho foi avaliar cinco acessos de Panicum maximum quanto à resistência a Bipolaris maydis, sendo 3 cultivares lançadas pelo programa e amplamente cultivadas, e também dois acessos que encontram-se em fase final de avaliação no campo. Plantas foram produzidas e inoculadas com o isolado fúngico B2 e notas foram atribuídas aos sintomas dos danos causados às folhas, com base na escala diagramática de mancha foliar. Os dados foram analisados pelo teste estatístico de Kruskal-Wallis. As cultivares Mombaça e Massai, e os genótipos PM23 e PM32 apresentaram notas para os sintomas dos danos estatisticamente iguais quando inoculados pelo isolado, ao passo que o cultivar Tanzânia se revelou como a mais susceptível ao patógeno. Concluiu-se que os acessos Mombaça, Massai, PM23 e PM32 de Panicum maximum apresentaram graus semelhantes de resistência ao isolado B2 do fungo Bipolaris maydis, enquanto a elevada susceptibilidade da cultivar Tanzânia a este patógeno foi confirmada.

Palabras clave

Gramínea Forrageira, Mancha foliar, Panicum maximum, Bipolaris maydis

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