Qualidade biológica do solo após adição de pó de balão e cultivo do milho: I - População e atividade de microrganismos.
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O pó de balão ou charcok, resíduo da indústria siderúrgica não integrada a carvão vegetal enquadrado na Classe I e considerado perigoso, tem sido recomendado na cultura de eucalipto, na dosagem de 50 t ha-1. Nesse trabalho, procurou-se analisar os impactos da aplicação deste resíduo sobre a qualidade do solo cultivado com milho, medidos através da densidade populacional de fungos, bactérias e actinomicetos e hidrólise do diacetato de fluoresceína (FDA). Foram avaliados seis tratamentos constituídos de doses de pó de balão equivalentes a 0, 25, 50, 75, 100 t ha-1, na presença de adubação e de 50 t ha-1 de pó de balão, na ausência de adubação, distribuídos em delineamento de blocos casualizados, em três repetições. As amostras de solo foram coletadas após a colheita das plantas de milho, efetuada aos 60 dias de idade. Os resultados obtidos demonstraram que não houve diferença significativa na composição qualitativa e quantitativa e atividade dos microrganismos, independente das dosagens de pó de balão utilizadas. Concluiu-se que a aplicação de pó de balão não afetou a qualidade biológica do solo através dos bioindicadores utilizados, mesmo na dosagem 100 t ha-1, equivalente ao dobro da recomendada.
Palabras clave
Bioindicador, Charcok, Solo
