Novas cultivares de uvas de mesa sem sementes para as condições tropicais do Brasil.
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A produção brasileira de uvas finas de mesa está concentrada em regiões tropicais e subtropicais, destacando-se os pólos do Vale do São Francisco (Petrolina- PE/Juazeiro-BA e Pirapora-MG), da região Noroeste de São Paulo e do Norte do Paraná. A cultivar Itália e suas mutações Rubi, Benitaka e Brasil são a base da produção em todas as regiões. A expansão da viticultura tropical com estas cultivares, além do abastecimento do mercado interno durante todo o ano, proporcionou ao país uma oportunidade ímpar: exportar uvas frescas nos períodos de entre-safra, tanto dos países produtores do hemisfério Norte como daqueles do hemisfério Sul. Na década de 1980 o Brasil conseguiu exportações em volumes razoáveis com uvas do Vale do Submédio São Francisco. Entretanto, os produtores logo perceberam que o melhor espaço no mercado internacional era ocupado por uvas sem sementes, não cultivadas nem naquela nem em outras regiões do país. Muitas cultivares de uvas sem sementes foram, então, introduzidas e avaliadas especialmente nos pólos Petrolina /Juazeiro e Noroeste de São Paulo (Camargo et al., 1997; Maia et al., 1996). Os resultados de pesquisa, a despeito de terem viabilizado o início do cultivo comercial de uvas sem sementes no Vale do Submédio São Francisco, demonstraram grande dificuldade de adaptação da cultivares disponíveis às condições de clima quente das regiões brasileiras de produção.
Palabras clave
Uvas finas de mesa, Uvas fina, Uvas de mesa
