Etiologia infecciosa da mastite e sua relação com parâmetros inflamatórios e de produção em vacas leiteiras a pasto sob ordenha robótica.
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A mastite bovina é a principal doença relacionada a prejuízos econômicos na pecuária leiteira e é comumente infecciosa. A enfermidade pode ser classificada em clínica ou subclínica, conforme a manifestação ou não de sinais macroscópicos evidentes no leite e/ou glândula mamária. A forma subclínica é a de maior importância econômica. Objetivou-se investigar a etiologia infecciosa da mastite em vacas em lactação criadas a pasto e ordenhadas de forma voluntária, além de relacionar as variáveis direcionadas ao diagnóstico com a raça e a produção de leite. Foram utilizadas 62 vacas das raças Holandesa (R1), cruzamentos de Holandesa com Jersey (R2) e Kiwi (R3), ordenhadas de forma voluntária por robô DeLaval VMS™ V300, de onde foram originados os dados de condutividade elétrica (CE) e produção de leite, além dos índices de deteção da mastite (MDi), que consideram diversos parâmetros de acordo com o fabricante do sistema de ordenha. As amostras de leite foram submetidas à contagem de células somáticas (CCS) por citometria de fluxo e à identificação microbiológica por cultura e espectrometria de massas (MALDI-TOF). Os microrganismos foram classificados em três grupos, de acordo com a relevância epidemiológica: (1)Primários, (2)Secundários e um terceiro grupo de micro-organismos que não se enquadravam nos dois primeiros, classificados como (3)Outros. Os resultados foram analisados por meio do Teste do Qui-quadrado e a produção de leite e a CCS (valores em log) correlacionadas por meio da correlação de Pearson e Spearman, na dependência da normalidade dos dados. Observou-se que tetos com CCS≥200.000 células/mL apresentaram maior proporção (P=0,002) de agentes patogênicos primários, especialmente Staphylococcus aureus. Não houve diferença entre as raças para CCS, CE e MDi (P = 0,7058). A CCS média em quartos mamários infectados por micro-organismos primários, secundários, outros e em quartos sadios foi de 708x103, 191x103, 269x103 e 54x103 células/mL de leite, respectivamente, enquanto as produções médias de leite para os quartos mamários também assim classificados foram de 2,60; 2,58; 2,72 e 2,82 litros, respectivamente. A CCS e a produção de leite dos quartos mamários apresentaram correlações negativas e significativas (P<0,05), independentemente dos micro-organismos e se o quarto estava ou não infectado. Os resultados reforçam a relevância de micro-organismos como Staphylococcus aureus na etiologia infecciosa da mastite e que a doença afeta as vacas em proporções semelhantes no rebanho estudado, independentemente da raça. Mesmo em ordenha robótica, a produção de leite é reduzida em vacas com CCS mais elevada.
Financiamento: CNPq (403108/2023-3) e CNPq | PIBIT: (165471/2024-7)
Financiamento: CNPq (403108/2023-3) e CNPq | PIBIT: (165471/2024-7)
Palabras clave
Contagem de células somáticas, Ordenha voluntária, Ordenha robótica, Condutividade Eletrica, Etiologia, Inflamação, Vaca Leiteira, Ordenha, Ordenha Mecânica
