Impactos econômico e ambiental da produção integrada de abacaxi no Estado do Tocantins - Brasil.

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A produção integrada de abacaxi no Brasil teve início nos estados de Tocantins, Paraíba e Bahia. Em Tocantins, onde o sistema mais avançou, a produção integrada já alcançou escala comercial: 150 hectares plantados em 2007, com adesão de 15 produtores e 11 municípios. A avaliação dos impactos econômico e ambiental foi realizada com o uso do Ambitec-Agro, desenvolvido pela Embrapa Meio-Ambiente. A adoção da produção integrada em estabelecimentos rurais selecionados no Estado do Tocantins, além de ter conduzido ao uso de pesticidas de menor toxicidade, também reduziu a quantidade e o número de aplicação, resultado em economia na aquisição do produto e nos gastos com aplicação. Em média, a quantidade aplicada de pesticida foi reduzida nas seguintes percentagens: herbicida (47 %), inseticida (37 %) e fungicida (20 %). A freqüência de uso de herbicida, antes em torno de quatro aplicações, passou para duas após a adoção da produção integrada. No sistema convencional, a freqüência de aplicação dos demais pesticidas era preestabelecida por calendário, o qual conduzia o agricultor a fazer de oito a nove aplicações de inseticida e seis de fungicida por ciclo da cultura. No sistema integrado, a decisão de aplicação é tomada com base no monitoramento de pragas e doenças, que determina a época de aplicação em função da necessidade de uso. O efeito positivo da produção integrada sobre o meio ambiente foi fortemente influenciado pela melhoria na Qualidade do Solo e na redução no Uso de Agroquímicos, resultando em índice de impacto igual a 2,34, numa escala de -15 a +15.

Palabras clave

Ananás Comosus, Custo, Produção Integrada, Sistema de Produção

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