Movimento de mulheres camponesas, campesinato e soberania alimentar
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Universidad de los Andes
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O Movimento de Mulheres Camponesas de Santa Catarina/MMC conta com quase 30 anos de história e, nesse período, passou por diversos momentos que foram diferentes em alguns aspectos, mas que somados mostram a trajetória de um movimento social rural formado apenas por mulheres, o qual se iniciou no bojo da efervescência política dos movimentos sociais, tornou-se grande em número de participantes, atravessou um momento de diminuição da participação e, finalmente, renovou suas bandeiras de luta que, atualmente, acompanham o desenrolar das políticas públicas para o campo. A preocupação com a segurança alimentar fica clara em seus discursos sobre a recuperação da propriedade das sementes nativas. Para essas mulheres, ter o controle das sementes significa não ficar na dependência das empresas multinacionais que controlam a produção e a comercialização das sementes. As sementes híbridas têm sua produtividade garantida apenas na primeira geração, sendo que os frutos dessa colheita perdem as características originais que permitiriam um novo plantio com uma produtividade semelhante à primeira. Já em relação às sementes transgênicas, soma-se a polêmica das patentes e do pagamento de royalties. Nas ações das mulheres encontra-se também a crítica ao modelo de desenvolvimento que o Estado impõe aos agricultores familiares, privilegiando as grandes propriedades e corporações. Na região oeste de Santa Catarina, o plantio dessas espécies foi estimulado também para garantir o fornecimento de lenha para os frigoríficos
Palabras clave
Agrociencias
