Rentabilidade de produtores familiares de leite e queijo: um estudo de caso no município de Alagoa, MG.
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Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos pequenos produtores de leite é o baixo poder de barganha no mercado, situação que os levam a receber preços menores pelo produto que vendem e a pagar preços maiores pelos serviços e insumos que compram. O baixo volume de produção é o principal fator que estabelece esta posição de desvantagem. Um dos caminhos para melhorar a rentabilidade e a competitividade do negócio neste caso é a agregação de valor por meio da fabricação de queijos e outros derivados. Este trabalho verificou se produtores que buscam esta alternativa estão obtendo sucesso em aumentar a rentabilidade da propriedade. Esta pesquisa foi fundamentada em um levantamento de informações por meio de questionários aplicados em uma amostra de pequenos produtores do município de Alagoa, MG, que optaram por fabricar e vender queijo tipo parmesão, ao invés de vender o leite cru para a indústria. Os dados foram analisados pela teoria do Custo Total de Produção e duas alternativas foram analisadas: a comercialização do leite fluido e a produção e venda de queijo. Os dados mostraram que, vendendo o leite, os produtores trabalharam com margem de rentabilidade negativa de 1,0%. Com a decisão de processar e vender queijo, conseguiram uma margem positiva de 20,0% sobre o custo total. Uma das explicações mais evidentes para este fato está no uso mais intensivo da mão de obra familiar ao processar o leite na própria fazenda. A indústria artesanal de queijo precisa receber apoio do Governo em regulamentação sanitária e comercial, pois é uma alternativa economicamente viável para a atividade leiteira de baixa escala de produção.
Palabras clave
Pecuária de leite, Custos, Sustentabilidade econômica, Queijo artesanal, Agricultura Familiar
