Potencial de espécies de leguminosas para recuperação de solo contaminado por arsênio.
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O presente estudo objetivou avaliar o potencial de mucuna preta, feijão de porco e crotalária atuarem como espécies fitorremediadoras de solos contaminados por arsênio. Amostras de um Latossolo Vermelho Amarelo foram incubadas com diferentes doses de arsenato (0; 50; 100 e 200 mg dm-3) e semeadas as três espécies. Aos 65 dias após a semeadura as plantas foram avaliadas quanto à altura, diâmetro e massa seca da parte aérea e de raízes. Teores e conteúdos de arsênio (As) foram determinados nas folhas jovens, intermediárias e basais, caule e raízes, estabelecendo-se o índice de translocação (IT) do elemento entre o sistema radicular e a parte aérea das plantas. Por meio de análises de regressão foram estimados os teores críticos (TC) de As disponível no solo que proporcionaram redução de 50% na produção de biomassa das plantas. As espécies avaliadas mostraram comportamento diferenciado quanto à tolerância ao As, com destaque para mucuna preta que não manifestou sintomas morfológicos visuais de toxidez, como lesões nas folhas, e apresentou valores de TC significativamente superiores aos observados para as demais espécies. A crotalária apresentou maior capacidade de absorção e translocação de As para a parte aérea, mostrando maior potencial para programas de fitorremediação. Os elevados conteúdos de As nas raízes de feijão de porco e mucuna preta, e na parte aérea da crotalária sugerem a atuação de mecanismos diferenciados de acumulação e de translocação do metaloide nos tecidos da parte aérea das espécies avaliadas
Palabras clave
Fitorremediação, Arsenato, Canavalia ensiformes, Stilozobium aterrinum, Solo contaminado, Solo, Mucuna preta, Feijão de porco, Crotalária, Soil, Crotalaria spectabilis
