Produção de biomassa residual da soja sob plantio direto e convencional: ausência de diferenças no curto prazo no bioma Amazônia.
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A expansão da soja na Amazônia gera preocupações sobre a sustentabilidade dos sistemas de produção. Este estudo quantificou os resíduos culturais (parte aérea e raízes) da soja em sistemas de plantio direto (SPD) e convencional (SPC) no planalto santareno (PA). Os resultados demonstraram que não houve diferenças estatísticas significativas na produção de biomassa entre os sistemas no momento pós-colheita. A quantidade de palhada remanescente foi considerada baixa em ambos os casos, atribuída à rápida decomposição no clima quente e úmido amazônico e à natureza da cultura. Conclui-se que, num SPD ainda jovem e sem diversificação, os benefícios de cobertura do solo podem não se manifestar imediatamente na biomassa residual mensurada. A sustentabilidade na região depende criticamente da adoção de manejos complementares, como a diversificação com culturas de cobertura produtoras de grande volume de palhada, para superar os desafios climáticos e garantir a proteção do solo.
Palabras clave
Plantio convencional, Soja, Plantio Direto, Glycine Max, Biomassa
