Avaliação e seleção de híbridos para o desenvolvimento de novas cultivares de uvas de mesa no Semiárido brasileiro.
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A produção brasileira de uvas de mesa é diversificada e a crescente demanda pelo consumo de uvas de mesa apirenas está relacionada à preferência dos mercados. A produção de uvas sem sementes na região semiárida brasileira provém do processo de introdução de germoplasma e, por este motivo, as cultivares apresentam algumas dificuldades adaptativas que refletem na produção e na qualidade. Com isso, o presente trabalho teve como objetivo avaliar e selecionar híbridos de uvas de mesa sem sementes com características agronômicas e comerciais desejáveis, permitindo o avanço no programa para desenvolvimento de cultivares de videira adaptadas ao semiárido brasileiro. A primeira pesquisa foi realizada com o intuito de selecionar indivíduos híbridos promissores a partir da predição das médias e da estimação da variância proporcionada pela metodologia de REMLlBLUP. Oitenta e um genótipos foram avaliados para doze descritores, durante três safras nos anos de 2016 e 2017. Avaliou-se plantas individuais, sem repetição, utilizando o modelo 63 do software SELEGEN REMLlBLUP (repetibilidade sem delineamento). As estimativas do coeficiente de repetibilidade foram de alta magnitude para a maioria dos caracteres chaves ao melhoramento de uva de mesa, exceto o teor de sólidos solúveis totais (0,28) e a relação SS/AT (0,30) que apresentaram baixa magnitude. Para os 30 genótipos superiores, percebese que os ganhos genéticos com a seleção proporcionaram valores máximos estimados da nova média para produtividade de 46,84 ton.ha.safra', número de cachos de 75,19 a 150,64 cachos.planta' e massa do cacho de 433,96 a 745,21 g. Avaliando as três safras e usando os índices de seleção mínimos propostos, indica-se a seleção dos genótipos CPATSA 01.02, 02.15, 05.02, 06.123, 15.05, 15.06, 19.10, 21.42 e 68.08, como promissores para serem avaliados em ensaios com delineamento experimental para confirmar o seu potencial para cultivo na região semiárida brasileira. Na segunda pesquisa foram conduzidos experimentos em dois locais: Campo Experimental de Mandacaru, Juazeiro-BA, e área comercial, Petrolina-PE. Em Juazeiro foram avaliadas dez seleções de melhoramento, por duas safras. Em Petrolina e Juazeiro foram avaliadas cinco seleções de melhoramento, durante uma safra. Os experimentos foram conduzidos em delineamento de blocos casualizados com três repetições, tendo a cultivar comercial Sugraone como testemunha. A cultivar comercial Sugraone foi a menos produtiva em ambas as safras, sendo inferior em 8,6 e 9,6 vezes as seleções CPATSA 05.03 e 21.07, respectivamente, que foram as mais produtivas na primeira e segunda safras, nesta ordem. Os resultados obtidos comprovam que a brotação e fertilidade de gemas são parâmetros que sofrem grande influência do ambiente em que os genótipos estão inseridos. As seleções de melhoramento de uvas sem sementes de cor branca CPATSA 15.04 e 15.06 se d estacaram para avançar no programa em ensaios de competição para comprovar potencial para cultivo na região semiárida do Brasil.
Dissertação (Mestrado em Agronomia - Produção vegetal) - Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina. Orientado por Francine Hiromi Ishikawa; co-orientado por Patrícia Coelho de Souza Leão, Embrapa Semiárido.
Dissertação (Mestrado em Agronomia - Produção vegetal) - Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina. Orientado por Francine Hiromi Ishikawa; co-orientado por Patrícia Coelho de Souza Leão, Embrapa Semiárido.
Palabras clave
Uva de mesa, Uva, Melhoramento Genético Vegetal, Vitis
