Análise biométrica e produtiva do milheto submetido a estresse salino no Submédio do Vale do São Francisco.

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A salinização dos solos representa uma das principais limitações à produtividade agrícola em regiões áridas e semiáridas do mundo, sendo a busca por espécies tolerantes ao estresse uma estratégia importante para a manutenção da produção. Entre elas, o milheto (Pennisetum glaucum) se destaca como uma gramínea de ciclo anual, rústica, com grande adaptabilidade a solos pobres e com alta eficiência no uso da água, além de seu uso versátil na alimentação animal, humana e em sistemas de cobertura vegetal. Diante do exposto, este trabalho teve como objetivo avaliar a biometria e a produção de genótipos de milheto cultivados com e sem condições salina no Semiárido brasileiro. A pesquisa foi realizada em uma casa de vegetação da Embrapa, localizada em Petrolina, PE. O delineamento experimental foi em blocos casualizados no fatorial 18 x 2, sendo 18 genótipos de milheto e duas formas de cultivo (uma com irrigação de água não salina e outra irrigada com água salina, com condutividade elétrica de 10 dSm-¹), com quatro repetições. Foram analisadas a biometria e produtividade da planta, em que, sob condições salinas, destacaram-se os genótipos 2022M001-060 (nas variáveis diâmetro de colmos e altura da planta), 2022M001-016 (no comprimento e largura de folha) e 2022M001-044 (no número de folhas e perfilhos). As maiores produtividades das plantas com tratamento salino foram 83,47 e 91,40 g planta-1 dos genótipos 2022M001- 018 e 2022M001-017, respectivamente, sendo os mesmos os mais indicados para o plantio com a utilização de água salina na sua irrigação ou para o cultivo em áreas com salinidade.

Palabras clave

Produção de genótipo, Milheto, Irrigação, Gramínea, Pennisetum Glaucum, Salinidade, Água Salina, Soil

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