Qualidade, compostos bioativos e atividade antioxidante em frutas produzidas no Submédio do Vale do São Francisco.
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o consumo de frutas na alimentação humana tem deixado de ser somente um prazer para converter-se em uma necessidade, em função dos benefícios que as mesmas proporcionam á saúde e bem-estar do ser humano. A região Nordeste do Brasil tem papel relevante no crescente desenvolvimento da fruticultura brasileira, tendo o polo Petrolina/Juazeiro se firmado como grande exportador de algumas frutas tropicais, gerando empregos e renda para a população do semiárido da Bahia e de Pernambuco. Neste trabalho, foram avaliados a qualidade, os teores de compostos bioativos e a atividade antioxidante total (AAT) dos frutos das principais cultivares de frutíferas cultivadas no Submédio do Vale do São Francisco: mangueira ('Van Dyke', 'Tommy Atkins' , 'Haden' , 'Kent' , 'Palmer' " 'Keitt' 'Espada' e 'Rosa'), aceroleira ('Sertaneja', 'Okinawa', 'Costa Rica' e 'Flor Branca'); goiabeira ('Paluma', 'Rica' e 'Pedro Sato'), atemoieira ('Gefner') e pinheira. Os frutos foram caracterizados quanto a coloração, comprimento, diâmetro, massa total e firmeza da polpa e avaliados quanto aos teores de sólidos solúveis totais (SS), açúcares solúveis totais, açúcares redutores, acidez titulável (AT), pH, SS/AT, amido, pectina total, vitamina C, flavonoides amarelos, antocianinas, carotenoides totais e polifenóis extraíveis totais (PET), bem como quanto à AAT pelos métodos ABTS e ORAC. Com exceção de pinha e atemoia, os frutos das cultivares de frutíferas avaliadas se enquadraram nos padrões de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para polpa de frutas em relação aos teores de SS. Os frutos de mangueira das cultivares Van Dyke, Tommy Atkins, Haden, Kent, Palmer e Keitt apresentaram-se dentro dos padrões de qualidade estabelecidos para comercialização no mercado interno e de exportação. Os frutos das cultivares de aceroleira se destacaram por apresentar conteúdos de vitamina C, carotenoides, flavonoides amarelos, antocianinas, PET e AAT muito superiores aos das demais frutas avaliadas. Houve correlação positiva e significativa entre os valores de AAT (obtidos por ambos os métodos) e os teores de vitamina C, antocianinas, flavonoides amarelos, carotenoides e PET, indicando que, nos frutos avaliados, essa atividade foi influenciada por todos os compostos bioativos determinados. A alta atividade antioxidante dos frutos das cultivares de goiabeira mostrou-se relacionada aos altos teores de vitamina C e PET, enquanto nos frutos de pinheira e atemoieira essa associação foi devida especificamente aos polifenóis.
Dissertação (Mestrado em Agronomia) - Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró. Orientado por Ricardo Elesbão Alves; coorientado por Maria Auxiliadora Coelho de Lima, Embrapa Semiárido.
Dissertação (Mestrado em Agronomia) - Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró. Orientado por Ricardo Elesbão Alves; coorientado por Maria Auxiliadora Coelho de Lima, Embrapa Semiárido.
Palabras clave
Caracterização química, Composto bioativo, Propriedade funcional, Vale do São Francisco, Atividade antioxidante, Fruta, Consumo, Fruta Tropical, Tropical and subtropical fruits
