Roça sem fogo para o cultivo da mandioca na Amazônia.

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Este trabalho foi conduzido como alternativa ao uso do fogo, que contribui para a emissão de gases de efeito estufa, influenciando o aquecimento global, e tem como objetivo avaliar a produtividade de mandioca, o volume e a concentração de nutrientes na biomassa de capoeiras entre 7 e 15 anos. Os experimentos conduzidos com cultivo de mandioca, em 2009 e 2010, nos municípios de Moju, Abaetetuba, Acará e Cametá no Estado do Pará em áreas de capoeiras preparadas sem uso do fogo. Foram coletadas ao acaso cinco amostras de biomassa (liteira, folhas e galhos) em área de 1 m2 em cada município para determinação de massa fresca e massa seca em t.ha-1 e dos teores de macro e micronutrientes. A colheita da cultura foi feita aos 12 meses em quatro parcelas de 20 m2 para determinação da produtividade em t.ha-1. A biomassa teve uma tendência de ser maior nas capoeiras de maior idade e os macro e micronutrientes se concentram na seguinte ordem Ca>N>K>Mg>P e Fe>Mn>Zn>Cu, respectivamente. A produtividade de mandioca foi de 12,56 t.ha-1 em Abaetetuba, 21,25 t.ha-1 em Cametá, 26,20 t.ha-1 em Acará e 28,70 t.ha-1 em Moju. A biomassa da vegetação distribuída sob a superfície do solo como cobertura morta serve como fonte de nutrientes para as culturas além de manter as propriedades físicas do solo, reduzir os efeitos da erosão e reduzir a emissão de gases de efeito estufa.

Palabras clave

Cultivo, Queima, Biomassa, Capoeira, Fertilidade, Matéria Orgânica, Mandioca, Solo

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