Qualidade física do solo sob diferentes sistemas de cultivo de algodão no Cerrado da Bahia.
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Os solos arenosos do Cerrado apresentam fragilidade estrutural, especialmente quando manejados sob preparo convencional e monocultivo, o que compromete sua qualidade física e a sustentabilidade. Este estudo teve como objetivo avaliar, após 10 anos, os efeitos de diferentes sistemas de produção de algodão sobre as propriedades físicas de um Latossolo Vermelho-Amarelo de textura arenosa em Luís Eduardo Magalhães, Bahia. O experimento foi conduzido em blocos casualizados com seis sistemas de cultivo e quatro repetições, incluindo preparo convencional e sistemas de plantio direto com rotação de culturas. Foram determinados índice S, densidade aparente, porosidade total, macro e microporosidade, capacidade de retenção de água e água disponível, em amostras indeformadas coletadas até 60 cm de profundidade. As diferenças entre os sistemas ocorreram principalmente nas camadas superficiais (0–20 cm). O índice S indicou que, mesmo com plantas de cobertura, o solo manteve estrutura em processo de degradação, com valores <0,045 na superfície. A densidade aparente foi maior nos sistemas plantio direto, enquanto o preparo convencional apresentou maior macroporosidade e menor densidade, restritas à camada mobilizada. A água disponível não apresentou diferença entre os tratamentos, enquanto a capacidade de retenção de água foi sensível na profundidade de 20 cm. A análise de componentes principais mostrou distinção limitada entre os sistemas, com tendência de agrupamento relacionada à densidade e porosidade. Conclui-se que, em solos arenosos do Cerrado, a recuperação estrutural é lenta e limitada, mesmo após 10 anos de plantio direto com rotação de culturas, reforçando a necessidade de estratégias de manejo mais sustentáveis.
Palabras clave
Algodão no cerrado
