Peroxidação de lipídios e atividade de enzimas antioxidativas em plântulas de cajueiro anão precoce (Anacardium occidentale L.) sob condições de estresse salino.
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A salinidade pode causar a formação de espécies reativas de oxigênio e gerar um estresse oxidativo, causando danos celulares e metabólicas. Objetivou-se avaliar os efeitos da salinidade sobre as atividades de três enzimas antioxidativas e a peroxidação de lipídios, em plãntulas de cajueiro anão-precoce (Anacardium occidentale L.). As castanhas dos clones CCP 06 (sensível) e BRS 189 (tolerante à salinidade) foram semeadas em potes plásticos contendo vermiculita umedecida com água destilada (tratamento controle) ou soluções de NaCI de condutividades elétricas de 8 e 16 dS m· 1 (tratamentos salinos), sob condições de casa de vegetação. Aos 28 dias da semeadura, as plântulas foram coletadas para a obtenção do pó liofilizado de folhas e raízes. Com esse material, foram determinadas as atividades das enzimas dismutase do superóxido (SOO), peroxidase do guaiacol (GPX), peroxidase do ascobarto (APX), bem como a peroxidação dos lipídios. Determinou-se, também, o padrão eletroforético das isoenzimas da SOO. A salinidade estimulou a atividade da SOO nos dois clones apenas na dose mais elevada de sal, sendo este aumento mais acentuado nas folhas (53,6%, para o CCP 06 e 84,0%, para o BRS 189) do que nas raízes. A atividade da GPX foi estimulada pela salinidade somente nas raízes do CCP 06, sendo na dose mais elevada observado aumento de 275%. Nas tolhas do clone CCP 06, a atividade da APX foi incrementada pela salinidade em 82,0%, na menor dose de sal, enquanto nas raízes ela foi inibida. A salinidade não alterou o número de bandas de isoenzimas de SOO nos dois clones, porém alterou suas intensidades.
Palabras clave
Cajueiro anao-precoce, Enzimas antioxidativas, Perioxidação de lipidios, Salinidade do solo
