Comparação morfo-anatômica de folhas de Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen (Amarantaceae) sob regime de conservação in vtiro.

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Pfaffia glomerata é uma espécie utilizada na medicina popular pelo fato de suas raízes apresentarem componentes que atuam na regeneração das células, na purificação do sangue, na inibição do crescimento de células cancerígenas e como bioenergético. O objetivo deste trabalho foi comparar a anatomia foliar de plantas in vitro de P. glomerata mantidas em duas fontes de carboidratos e três temperaturas de conservação. Na avaliação do material, usaram-se plantas cultivadas em meio MS, suplementado com duas fontes de carboidratos (manitol e sacarose), com concentração de 58,4 mMe conservados em três temperaturas (10, 20 e 25 ºC) com intensidade luminosa de 30 μmol m-2 s-1, e fotoperíodo de 12 horas. A análise anatômica foi realizada no terço mediano das folhas do primeiro e segundo nó, do ápice para a base. No preparo das lâminas permanentes, os segmentos foliares foram fixados em FAA 50% por 24 horas, desidratadas em série alcoólica crescente, infiltradas e incluídas em historresina. Nas três temperaturas de conservação, as plantas conservadas em manitol apresentaram folhas menores, com tecidos fundamentais e vasculares pouco diferenciados. Independente do carboidrato, plantas conservadas a 20 e 25 °C apresentaram folhas maiores, com sistema vascular totalmente diferenciado, com organização dos feixes vasculares do tipo colateral. O mesofilo contém número de camadas reduzido e maiores espaços intercelulares. A nervura central apresenta face abaxial convexa, enquanto que, na menor temperatura testada, as folhas não desenvolveram, permaneceram aclorofiladas, com mesofilo compacto com poucas camadas de células, poucos vasos de xilema e floema diferenciados e nervura central com ambas as faces planas. Estes aspectos foram observados em ambos os carboidratos, porém, foram mais acentuados nas plantas mantidas em manitol. O pouco desenvolvimento e diferenciação dos tecidos observado na temperatura de 10 °C se deve, possivelmente, ao fato desta espécie ser de clima tropical, não tolerando baixas temperaturas.

Palabras clave

Anatomia, Temperatura, Carboidrato, Recurso genético, Pfaffia Glomerata

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