Avaliação ecotoxicológica de nanoformulações em microcrustáceo bioindicador para uso na piscicultura.
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Resumo: Embora a piscicultura no Brasil se destaque como uma área com grande relevância econômica, a ocorrência de diversas patologias vem causando muitos impactos negativos na saúde dos peixes e na produtividade. As soluções convencionais como o uso de antibióticos é um fator preocupante devido aos impactos ambientais causados nos ecossistemas aquáticos e terrestres, além da saúde humana. Diante disso, se faz necessário a busca de alternativas que sejam menos prejudiciais aos organismos que fazem parte desses ecossistemas. O presente trabalho relata os resultados obtidos a partir de testes de toxicidade aguda de amostras de duas nanoformulações de zeína (uma das proteínas derivadas do milho), uma com carvacrol e outra com óleo essencial de Piper aduncum, além do branco da nanoformulação (isento dos princípios ativos). De modo a verificar a viabilidade do uso seguro de nanoformulações na piscicultura foram realizados bioensaios com concentrações estipuladas para avaliar a imobilidade no microcrustáceo, Daphnia magna, que é considerado um excelente bioindicador. Os testes foram feitos em placas com 12 poços contendo 5mL de soluções teste, com um total de 24 organismos em cada placa. Como resultado, observou-se que a toxicidade da nanoformulação contendo carvacrol, diminuiu significativamente quando comparada com a emulsão de carvacrol, a qual, em ensaios prévios, foi considerada extremamente tóxica para os organismos testes. Além disso, observou-se diferença significativa da emulsão de Piper aduncum com as nanopartículas de zeína com P. aduncum, porém a toxicidade foi diminuída poucas vezes.
Palabras clave
Nanoformulações, Dapnhia magna, Toxicidade, Patologias, Toxicity
