Supressão de invasoras por espécies de cobertura para o sistema de semeadura direta do algodoeiro.

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Plantas de cobertura do solo devem disponibilizar palha para a semeadura direta do algodoeiro, e se possível contribuir para o manejo integrado das plantas daninhas. Estas, além de reduzirem o potencial produtivo do algodoeiro, dificultam a colheita mecanizada e diminuem a qualidade da fibra. Objetivou-se avaliar a comunidade de invasoras em função de espécies de cobertura do solo para a semeadura direta do algodoeiro. O trabalho foi conduzido no cerrado de Goiás, e constou de dezesseis tratamentos, que consistiram de pousio e plantas de cobertura, semeadas e cultivadas em safrinha após colheita de soja. As plantas de cobertura foram: milheto, guandu, Panicum maximum cv Aruana, Brachiaria brizantha cv Piatã, Brachiaria ruziziensis solteira ou consorciada com gergelim, girassol, guandu, crotalária juncea, crotalária spectabilis, sorgo granífero e sorgo forrageiro, algumas dessas espécies consorciadas por meio de diferentes arranjos de semeadura. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, com quatro repetições. O trabalho constou de três ensaios independentes, conduzidos em 2010, 2011 e 2012. As plantas de cobertura influenciaram na fitossociologia de plantas daninhas. A maior diversidade de invasoras foi observada no pousio, milheto e guandu. As espécies de cobertura interferem na frequência relativa, densidade relativa, abundância relativa e no índice de valor de importância das plantas daninhas. P. maximum cv. Aruana, B. brizantha Piatã, B. ruziziensis e B. ruziziensis + C. spectabilis disponibilizam grande quantidade de matéria seca para o sistema de semeadura direta do algodoeiro, e impedem a infestação de invasoras por ocasião do manejo de dessecação.

Palabras clave

Planta daninha, Algodão, Plantio direto, Planta de cobertura, Gossypium Hirsutum

Citación