Relatório especial, Moçambique - Julho de 2004
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FAO ;
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Apesar de as chuvas se terem atrasado e de terem sido irregulares no princípio do ano agrícola, a precipitação regular registada de Janeiro a Maio permitiu que as culturas cerealíferas ressemeadas atingissem a fase de maturação e nas províncias do Sul incentivou a plantação em grande escala de milho.
A produção cerealífera de 2004 é estimada em 2 milhões de toneladas, superior em 11% à do ano anterior, que fora relativamente boa. A produção de milho, uma das principais culturas, aumentou substancialmente, ao passo que a de arroz foi prejudicada pelo tempo seco.
Após quatro anos agrícolas consecutivos de baixa produção, nas províncias do Sul a produção cerealífera foi excepcionalmente favorável. No Norte estima-se que a produção será semelhante à do ano anterior, ao passo que no Centro deverá ser variável.
A cultura da mandioca, que se expandiu, contribuirá para reduzir a insegurança alimentar em zonas onde as culturas de milho foram afectadas negativamente pela precipitação irregular. As receitas mais elevadas resultantes da expansão das culturas industriais estão também a contribuir para a segurança alimentar das famílias rurais.
De um modo geral, a produção alimentar foi satisfatória, mas nalgumas zonas restritas a produção reduziu-se.
Se bem que os preços do milho tenham descido na época da colheita, em Maio tinham atingido um nível mais elevado do que o dos preços homólogos do ano anterior, reflectindo a descida da produção de algumas zonas e o atraso da colheita.
As exportações formais e informais de milho deverão aumentar em 2004/05 (Abril/Março), de acordo com as previsões, em resposta a uma procura forte por parte do Malawi, onde os preços são mais elevados.
Porém, continuará a ser necessário importar milho, devido aos custos elevados de transporte do grão do Norte para o Sul. Prevê-se que as importações totais de cereais, incluindo o arroz e o trigo, serão inferiores em 10% às do ano anterior.
Estima-se que em 2004/05 serão necessárias 49 000 toneladas de cereais para prestar socorro alimentar a cerca de 187 000 pessoas que estão a recuperar das consequências de uma sucessão de cheias e secas, combinadas com o impacto do VIH/SIDA.
