Percepções e comunicação sobre riscos ambientais na Paisagem Modelo Pantanal governança e dinâmica da rede social
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Tesis (Mag. Sc.) -- CATIE, 2024
Desastres ambientais, como mudanças climáticas e desastres naturais, exigem abordagens de governança adaptativas que integrem comunidades e instituições. Este estudo explora esses desafios na governança da Paisagem Modelo Pantanal, uma região afetada por eventos ambientais, tais como incêndios florestais, secas extremas e perda de biodiversidade. Aplicou-se questionários para captar as percepções das comunidades e instituições locais sobre os riscos ambientais, resultando em um ranking dos riscos prioritários e na construção de um mapa da rede social dos atores envolvidos. Utilizando análises de redes sociais (ARS), avaliou-se a estrutura da rede com métricas de centralidade, modularidade e assortatividade. A ARS revelou uma rede fragmentada, com baixa centralidade de grau entre muitos atores periféricos e uma alta dependência de poucos nós centrais, o que indica vulnerabilidade estrutural. Com uma modularidade de 0,68, observou-se subgrupos internamente coesos, mas com interação limitada entre si, e uma assortatividade negativa (-0,29), sugerindo uma estrutura hierárquica que restringe o fluxo de informações. Análises textuais adicionais no IRaMuTeQ, incluindo nuvem de palavras e análise de similitude, revelaram um desalinhamento nas prioridades: enquanto a comunidade foca em necessidades locais e imediatas, as instituições priorizam intervenções de maior alcance e longo prazo. Essa divergência, refletida no ranking de riscos, reforça a necessidade de estratégias para um fluxo contínuo de informações e um alinhamento conjunto nas percepções de risco entre os grupos. Medidas sugeridas pelos atores, como a criação de sistemas de alerta, o fortalecimento de lideranças e a melhoria da infraestrutura local, mostram-se essenciais para uma governança eficaz. Conclui-se que o alinhamento entre a estrutura da rede e as percepções dos grupos pode reduzir a fragmentação, fortalecer o engajamento comunitário e construir uma rede social mais coesa e resiliente, capaz de enfrentar de forma mais eficiente os riscos ambientais na região.
Desastres ambientais, como mudanças climáticas e desastres naturais, exigem abordagens de governança adaptativas que integrem comunidades e instituições. Este estudo explora esses desafios na governança da Paisagem Modelo Pantanal, uma região afetada por eventos ambientais, tais como incêndios florestais, secas extremas e perda de biodiversidade. Aplicou-se questionários para captar as percepções das comunidades e instituições locais sobre os riscos ambientais, resultando em um ranking dos riscos prioritários e na construção de um mapa da rede social dos atores envolvidos. Utilizando análises de redes sociais (ARS), avaliou-se a estrutura da rede com métricas de centralidade, modularidade e assortatividade. A ARS revelou uma rede fragmentada, com baixa centralidade de grau entre muitos atores periféricos e uma alta dependência de poucos nós centrais, o que indica vulnerabilidade estrutural. Com uma modularidade de 0,68, observou-se subgrupos internamente coesos, mas com interação limitada entre si, e uma assortatividade negativa (-0,29), sugerindo uma estrutura hierárquica que restringe o fluxo de informações. Análises textuais adicionais no IRaMuTeQ, incluindo nuvem de palavras e análise de similitude, revelaram um desalinhamento nas prioridades: enquanto a comunidade foca em necessidades locais e imediatas, as instituições priorizam intervenções de maior alcance e longo prazo. Essa divergência, refletida no ranking de riscos, reforça a necessidade de estratégias para um fluxo contínuo de informações e um alinhamento conjunto nas percepções de risco entre os grupos. Medidas sugeridas pelos atores, como a criação de sistemas de alerta, o fortalecimento de lideranças e a melhoria da infraestrutura local, mostram-se essenciais para uma governança eficaz. Conclui-se que o alinhamento entre a estrutura da rede e as percepções dos grupos pode reduzir a fragmentação, fortalecer o engajamento comunitário e construir uma rede social mais coesa e resiliente, capaz de enfrentar de forma mais eficiente os riscos ambientais na região.
Palabras clave
Gobernanza||governance||governação||gouvernance, Evaluación del impacto ambiental||environmental impact assessment||avaliação do impacte ambiental||évaluation de l'impact sur l'environnement, Degradación ambiental||environmental degradation||degradação do ambiente||dégradation de l'environnement, Resiliencia||resilience||resiliência||résilience, Brasil||Brazil||Brasil||Brésil, Sede Central, ODS 16 - Paz, justicia e instituciones sólidas
