Divergência genética entre acessos de bacabi por caracteres de cacho e frutos.
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O bacabi (Oenocarpus mapora H. Karst.), uma palmeira amazônica com potencial socioeconômico, é explorado predominantemente por extrativismo. O objetivo deste trabalho foi quantificar a divergência genética entre os acessos de bacabi conservados no Banco Ativo de Germoplasma de Oenocarpus spp. (BAG Bacabas) da Embrapa Amazônia Oriental, com base em caracteres relacionados à cachos e frutos. Foram avaliados 14 caracteres morfoagronômicos de cacho e frutos, utilizando análises estatísticas multivariadas como distâncias euclidianas, Tocher, UPGMA, contribuição relativa de caracteres e Análise de Componentes Principais (ACP). Detectou-se notável variabilidade genética. Os caracteres de cacho, como o peso total do cacho (PTC) e o peso de fruto por cacho (PFC), apresentaram correlações majoritariamente positivas e de alta magnitude. Nos frutos, o peso da parte comestível (PPC) revelou forte correlação positiva com o peso de cem frutos (PCF), o diâmetro longitudinal do fruto (DLF) e o peso do fruto (PF), destacando a relevância dessas características para o rendimento de polpa. A identificação de genótipos promissores, como o 32 (alto Rendimento da parte comestível - RPC) e o 2 (maior Diâmetro Transversal do Fruto - DTF), e a compreensão das correlações são cruciais para a seleção e otimização do melhoramento. Conclui-se que o estudo da divergência genética é vital para o desenvolvimento de cultivares de bacaba mais produtivas e com alto rendimento de polpa, facilitando a transição do modelo extrativista para sistemas de cultivo eficientes e fortalecendo a cadeia produtiva dessa espécie amazônica.
Palabras clave
Palmeira, Oenocarpus mapora, Variabilidade, Melhoramento Genético Vegetal, Recurso Genético, Oenocarpus
