Contrastes físico-hídricos em Latossolo, Nitossolo e Argissolo na Transamazônica (Medicilândia, Pará, Brasil).

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A caracterização físico-hídrica de solos amazônicos é fundamental para o planejamento do uso da terra e para o manejo agrícola sustentável. Este trabalho teve como objetivo caracterizar e comparar três solos representativos do município de Medicilândia, PA — Latossolo Amarelo Distrófico (LA), Nitossolo Háplico Eutrófico (NH) e Argissolo Vermelho-Amarelo Distrófico (AVA) — com ênfase na granulometria, estrutura e atributos físico-hídricos. Três perfis foram descritos em campo conforme o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, e amostras indeformadas e deformadas foram coletadas em diferentes horizontes para determinação de densidade do solo e de partículas, porosidade total, macro e microporosidade, curva de retenção de água ajustada pelo modelo de Van Genuchten e água disponível. O LA e o AVA apresentaram textura predominantemente franco-arenosa, maiores densidades e porosidade dominada por macroporos, resultando em baixa capacidade de retenção de água. O NH apresentou textura argilosa em todo o perfil, menor densidade, maior porosidade total e predominância de microporos, o que se refletiu em maior retenção de água e maiores valores de água disponível. As curvas de retenção evidenciaram diferenças sistemáticas entre os solos, com comportamento intermediário do AVA em relação ao LA e ao NH. Os resultados indicam forte controle da textura e da estrutura sobre a dinâmica hídrica dos solos e reforçam a necessidade de estratégias de manejo específicas para cada classe de solo em sistemas agrícolas da Transamazônica.

Palabras clave

Curva de retenção, Porosidade do solo, Física do Solo, Manejo do Solo, Água

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